OPINIÃO – Politicos ou politiqueiros?

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No passado domingo, dia 23 de Janeiro, o povo foi a votos. Este acto surge no seguimento de uma campanha de que, a palavras tantas, me senti no direito de abstrair. Uma campanha politica em que não existe debate de ideias mas existem ataques pessoais diz muito sobre o que pensam os políticos do povo que os elege. Acredito que toda a roupa suja que foi lavada durante a campanha é verdade. Infelizmente tenho sobre os políticos deste pais uma ideia bem pior do que a que eles têm sobre os eleitores. Não os creio pessoas de bem. Não os creio pessoas preocupadas com a causa publica geral. Tendo em conta o que têm feito, para eles o domínio do bem fazer publico termina no limite do seu circulo de amigos.


O povo está cá para aguentar, afinal até aguentou o Estado Novo de 1933 (ano da aprovação da constituição) até 1974, ano em que a revolução de Abril abriu as portas que hoje se fecham. Em Abril foram abertas as portas da saúde e da educação gratuitas para todos, as da liberdade de expressão, as do valor do individuo e não das suas filiações partidárias, as do trabalho sério sem necessidade de lamber as botas a ninguém. Hoje estas portas ou já estão cerradas ou apenas semi-abertas. E nós, o povo, continuamos a permitir, a aplaudir o circo que nos passa debaixo dos olhos.


De que fibra são feitos estes homens e mulheres, políticos, que num pais à beira da bancarrota, e não estou a falar da falência de bancos que atingiu a Irlanda, estou a falar da falência do país, não têm vergonha de deixar de pagar os impostos que devem por lei? De que porcaria de matéria são feitos estes políticos, que recebem mensalmente em pensões cerca de 21 salários mínimos e até Dezembro do ano transacto ainda recebiam um pequeno salário de 7415 (agora perdido por imposição legal claro!!) e ainda se atrevem a pedir aos portugueses mais sacrifícios para salvar a nação. Salvar a nação???? Estes abutres querem a nação salva, acredito que sim, mas não pelos mesmos motivos que quer o povo, eles precisam da nação salva para poderem continuar a usufruir de todas as suas mordomias. Usam a palavra Pátria, sem lavar a boca porca com que a aviltam em discursos monstruosos. Estes senhores não sabem, e nós não lhes sabemos dizer, que a Pátria somos todos nós e nós , por esta altura já deveríamos estar fartos deles! 


Anabela Bragança