OPINIÃO – Aquilo que Sócrates prometeu em Góis. Será o mesmo que veio prometer agora a Penacova?

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Em defesa da igualdade de oportunidades, o Governo quer que as redes de nova geração cheguem a todo o país. Por isso, o concurso para a região Centro foi lançado no Interior, em Góis.



Sócrates garante: “Nenhum português vai ficar para trás”. O primeiro-ministro quer que, ao contrário de muitos projectos realizados em Portugal, as redes de nova geração (RNG) cheguem a todo o país e não apenas ao Litoral. Por isso, decidiu fazer um “emblemático” lançamento do primeiro concurso, para RNG na zona Centro, em Góis.


Góis marca o arranque do projecto na região, mas outros se seguirão. Ao todo, são 43. Precisamente aqueles concelhos onde não houve investimento privado, o que se traduziu numa assimetria que o Governo pretende eliminar. Em 2009, a fibra óptica deverá chegar a 100 mil casas. Criar condições para atrair a iniciativa privada a estas zonas mais rurais é “um apoio do Estado em nome do valor da igualdade”, considera José Sócrates.


Para o governante, as RNG são um projecto “da maior importância para a afirmação do país”. Em primeiro lugar, pelo que significam em termos de modernização: “Portugal junta-se ao Japão e à Coreia na linha da frente”, em termos tecnologias de telecomunicações, frisa.


Mas, além das vantagens no acesso à informação e comunicação, a implantação das RNG representam também “emprego para muitos portugueses e oportunidades para muitas empresas”. “Sem investimento não havia emprego e oportunidades para as empresas. Fazer investimento nas RNG é construir o futuro”, afirmou Sócrates.


Ideia reforçada por Mário Lino. O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações baseou-se em números – “15 mil pessoas das operadoras de telecomunicações” que vão trabalhar neste projecto, mais as “25 mil da indústria ligada ao sector” e os “muitos milhares para a construir e instalar” as RNG – para afirmar que este é “um projecto que combate a crise”.


Quem estava visivelmente satisfeito com este lançamento, e com a presença da delegação do Governo, era o presidente da Câmara Municipal de Góis. Segundo José Girão Vitorino, com as RNG, “Góis deixa de ser uma pequena terra longínqua do poder central”. O autarca diz que o concelho quer “estar na primeira linha das RNG” e considera que esta é uma oportunidade para “eliminar os efeitos perversos do esquecimento e afastamento”.

Originalmente publicado em Diário As Beiras, de 27/05/2009 através de Paula Amaro

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