Em defesa da Lampreia

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O VIII Capítulo da Confraria realizou-se no novíssimo Centro Cultural. Um espaço agradável, tanto nas dimensões, como na luminosidade, à primeira vista bem apetrechado e funcional, aparentemente adequado às nossas necessidades.
Quando entramos, podemos, desde logo, acompanhar a exposição sobre o Centenário da República e, noutra sala, apreciar a exposição de algumas das fotos do fotógrafo Luís Menezes, captadas aqui e ali, durante as suas viagens.
Os sete convidados a confrades, reconhecidos pelo seu contributo para com Penacova, foram entronizados de acordo com o cerimonial próprio da instituição, comprometendo-se de seguida com as intenções da Confraria, na defesa da espécie à qual prestam homenagem.
Foi uma cerimónia em que a Confraria da Lampreia procurou reforçar o seu papel como defensora intransigente dos interesses de tão ameaçada espécie, hoje confrontada com a iminência da construção um novo obstáculo no rio Mondego, que muito poderá contribuir para o seu desaparecimento, e ao qual obviamente não poderá ficar indiferente. De todo o modo, quero acreditar que a presença de tão ilustres cidadãos, a sua disponibilidade para aceitarem fazer parte de tão nobre instituição, só poderá contribuir para minimizar os nefastos efeitos de tão invasiva intervenção, no já mais que fragilizado ecossistema do rio Mondego.