Mini – hídrica do Caneiro

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Este vai ser o meu último texto sobre a tão famosa mini – hídrica do Caneiro! Num texto que tive o prazer de ler há umas boas horas, dizia alguém “e agora que escrevi também acho”, que não é assim que se começa um texto. Mas como já o comecei, não vou apagar nem uma letra! Já que ninguém nos informava, até porque se calhar este tempo, era para dar outro tipo de informações, lá solicitei no local próprio que me dissessem alguma coisa sobre o assunto. Como geralmente, quando falo sobre a referida obra, vêm sempre com perguntas e opiniões sobre açudes que também foram construídos em anos anteriores e na ideia dessas pessoas, isso chega para desculpar e viabilizarmos mais esta construção.
Não escrevendo mais sobre este tema, “a não ser que alguma obrigação moral ma faça voltar atrás”, aproveito para dizer-vos, que estarei sempre contra mais esta construção, porque sendo de uma terra que fica a montante da barragem da Aguieira, sei bem, o quanto foi importante para a EDP, para o País, a referida barragem, mas o quanto nos custou a nós que lá residimos, viver depois desta construção.
Sobre a mini – hídrica, tentei saber tudo o que fosse possível, de forma a poder informar todos os munícipes deste concelho e consegui aquilo que queria…É que mesmo pedindo por favor, “como se isso fosse forma”, nada vai parar a mini – hídrica. Até porque, os empreiteiros que a vão construir, já andam por aí a tentar fazer aquelas negociações conforme eu tinha dito nu outro texto que aqui publiquei. Para que melhor entendam, chama-se a isso “adoçar a boca”, para que a acalmia volte a reinar, como se alguma vez não tivéssemos tido, toda a calma e paciência do mundo.
O certo é que a mini – hídrica, vai ser uma realidade em breve e o paredão, “que ainda ninguém diz qual é altura”, vai ser construído a seguir à povoação do Caneiro e assim criar mais um lençol de águas paradas e chocas, (vamos ver) que vai entretanto fazer, com que se mude as actividades nessa parte do rio, talvez para passeios de motas de água ou então, mais uma pista de pesca. De qualquer forma, ao menos podiam exigir, que criassem um sistema parecido com o do Rio Douro, o qual permitiria a descida e a subida do rio em canoas e kayakes e até da barca serrana.
Também a maravilhosa lampreia, “para alguns”e o sável e mais alguns peixes poderiam subir o rio e vir desovar naturalmente, continuando a cumprir uma tradição de milhares de anos, só interrompida pelo açude Coimbra. O próprio custo do ciclóstomo, seria muito inferior e poderíamos dizer com todo o à vontade que a lampreia era nossa, ao contrário do que agora se passa, porque é trazida da Figueira da Foz, de Ponte de Lima, de Espanha e sabe-se lá mais de onde, não tendo por isso a mesma qualidade e ao não ser batida, o gosto não ser o exactamente o mesmo.
Termino dizendo que, não tendo lutado com todas as minhas forças, “até porque luta travou o partido comunista desde sempre, contra todos os obstáculos” e como me disseram naquele local onde expus a situação, que se calhar, ainda valia a pena lutar, eu vou ficar em silêncio e ficar sossegado no meu canto, à espera que lutem a Confraria da Lampreia, o Município de Penacova, a Junta de Freguesia de Lorvão, porque eu cansei de lutar contra moinhos de vento, como  D. Quixote e se tem que ser, que seja, mas sem que me atirem as culpas para cima, nem uns, nem outros. Chama-se a isto, a melhor maneira de estar na vida, esperando que alguém faça por nós… mal ou bem, não importa nada. Será que consigo?