Praia Fluvial do Reconquinho – Uma refrescante escolha

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Há algum tempo que não passava lá a tarde. Para ser mais preciso, fez exatamente um ano desde que, no feriado do dia 15 de Agosto, nos reunimos na margem do Mondego, em habitual piquenique.
O espaço que nos acolheu era agradável, se bem que o acesso, de carro, pela Granja do Rio, necessita de, pelo menos, duas intervenções para canalizar os dois ribeiros que, teimosa e desordenadamente, atravessam a estrada de terra, com direção ao rio.
A sombra, bem cuidada, percorre toda aquela zona que vai desde do acesso à ponte, até à “Estrada Verde” e depois até ao “Chafariz do Porco” e, finalmente, até Penacova.
A travessia em madeira, mais larga desde o Down Hill 2010, que em Julho daquele ano percorreu as ruas da Vila até à praia do Reconquinho, convida ao mergulho, pretensamente artístico em alguns casos, lembrando velhos tempos, de quando o rio corria mais jovem e mais livre e, por isso mesmo, mais forte e muito mais sonhador.


A Praia do Reconquinho, a partir da qual ganhei coragem para atravessar o Mondego, não fica nada atrás de qualquer outra que se queira afirmar como destino para quem queira desfrutar um belo dia quente de praia fluvial, num areal bastante convidativo a algumas horas de merecido descanso, só ou com a família, sempre sob o olhar atento do nadador-salvador que os Bombeiros de Penacova disponibilizam para o local.

De resto, sem pretender fazer da “minha praia” a “melhor praia”, fiquei bastante agradado com trabalho que os responsáveis pela área do turismo do município fizeram, e têm feito, no sentido de tornar aquele local uma referência turística na zona centro. Apenas dois reparos. No que toca à margem direita do rio, mesmo em frente ao areal, não ficaria nada mal, que alguém ou alguma empresa cuidasse pela limpeza do extenso “silveiral” que a compõe e que faz dela um baldio desprezado e a transforma numa péssima moldura para o rio. Já no diz respeito ao parque de estacionamento, sente-se a falta que faz alguma sombra para o tornar mais agradável e convidativo, sobretudo para aqueles que, não querendo logo ir a banhos, prefiram estar um pouco a relaxar, aproveitando a frescura que só as árvores um dia poderão vir a dar.