Áreas de serviço no IP3 em Penacova podem sair da “cepa torta” – Estradas de Portugal foi buscar processo ao baú e vai realizar os estudos de viabilidade e de impacte ambiental

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Ao fim de 20 anos de existência, o IP3 pode vir a ter as duas áreas de serviço prometidas para a zona de Penacova, mais concretamente junto ao actual nó de Lorvão, onde durante mais de uma década esteve uma placa a prometer “futura área de serviço”.
O anúncio foi retirado, talvez por vergonha, ou pelos comentários jocoso que já suscitava, mas, agora, a empresa Estradas de Portugal (EP) parece empenhada em levar a cabo a sua construção, com algumas alterações em termos de localização.
Segundo a planta do projecto preliminar a que tivemos acesso, a área de serviço a construir no sentido Viseu-Coimbra ficará localizada no local inicialmente previsto, ocupando uma área de 34 mil metros quadrados entre o parque industrial que se encontra em construção e o nó de Lorvão.
No sentido inverso, houve alteração de planos, ficando a área de serviço, com 38 mil metros quadrados, situada antes do nó, para quem se desloca de Coimbra para Viseu, e não paralela à sua congénere.
Trata-se apenas de uma hipótese, mas que tem de real o facto da EP já ter garantido à Câmara Municipal de Penacova que, até final do ano, terá realizado o estudo de viabilidade do projecto, assim como de impacte ambiental, que, depois, serão submetidos ao Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias para aprovação, que, caso aconteça, possibilitará o lançamento de concurso público de concessão.
A serem realidade, as áreas de serviço contarão com postos de abastecimento de combustível, acessos e estacionamentos próprios, loja de apoio, cafetaria, minimercado, serviço de desempanagem fixa ou móvel, zona de repouso e instalações sanitárias.
Recorde-se que, naquela via, entre a Figueira da Foz e Viseu, só existem áreas de serviço na zona da barragem da Aguieira, já no concelho de Santa Comba Dão.
O presidente da Câmara Municipal de Penacova, Humberto Oliveira, disse (…) que a autarquia foi contactada no sentido de estudar uma solução que permita conjugar a construção das áreas de serviço, nomeadamente a Norte (Viseu-Coimbra), com os acessos directos do parque industrial da Alagoa para o IP3.
Trata-se de uma solução dois em um, no sentido em que, na óptica do autarca, o concelho ficará beneficiado duplamente: Primeiro por passar a ter duas infra-estruturas que «dinamizarão a zona e vão criar postos de trabalho» e, por outro lado, por permitir acessos directos do parque industrial ao itinerário principal, algo que ainda não estava previsto.