O Natal mais barato de sempre e sem imaginação

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No ano passado, por esta altura, Penacova rejubilava de cor e alegria! Em foco estava o “Laço da fraternidade e da União” que simbolizava o quão solidário estava o município com todos os habitantes do concelho e a ninharia que tal iniciativa custou aos cofres do município. De facto, iniciativa igual nunca existiu! Não há memória de alguma vez algum autarca, em qualquer parte do país, tenha tido a magnífica ideia de querer enlaçar solidariamente todos os seus munícipes, a troco de quase nada.
Hoje, curiosamente, não há sequer uma luz que anuncie o Natal. Entra-se e sai-se da vila, sem se vislumbrar a mais pálida referência ao espírito natalício que, no passado, envolveu todos os penacovenses em torno de uma ideia de solidariedade. Espanta-me, sobretudo, a insensibilidade manifestada por quem deveria, ao menos, decorar o exterior do edifício dos paços do concelho, nem que para isso fosse necessário recorrer à utilização do tecido vermelho que o envolveu no ano passado, com mais uma ou outra decoração alusiva à quadra, sem que para isso fosse necessário contratar o serviço de alguém especializado.
Hoje, mais do que nunca, esperava-se que o município, uma vez mais, cortasse, com imaginação, nos gastos com a decoração de Natal e que, mais uma vez, esse facto fosse evidenciado em todos os canais televisivos, em todos os jornais e revistas da região e do país, à semelhança do que aconteceu quando no passado, perante a indignação geral, os responsáveis de tão altruísta ideia, foram confrontados com o hipotético desperdício, que terá envolvido toda a operação de montagem e desmontagem do Laço, apressadamente o vieram desmentir.
A esperança que me resta, nesta quadra de esperança, perante toda esta aparente falta se solidariedade, é que o desconforto deste Natal, seja atenuado com a garantia de que, tal como no ano passado, “no interior da Câmara Municipal ainda se mantenha alguém que se disponha a servir e ajudar os outros