FRIÚMES a minha aldeia Penacova, o meu concelho

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Há cerca de um ano, escrevi nesta coluna que, agora, Penacova não era só notícia quando havia acidentes no IP3. Como cidadão do concelho de Penacova, congratulo-me por uma frase destas ainda ser actual, embora o IP3 continue em obras, o que aliás acontece desde a sua construção. Este tem sido um sorvedouro de milhões de Euros (costuma-se dizer que “quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita”…). Diariamente, procuro neste jornal notícias sobre o meu concelho e, felizmente, elas têm saído com regularidade. Na sua esmagadora maioria, essas notícias têm sido positivas, isto é, referem-se a obras ou eventos que são levados a cabo. Não vou aqui mencionar alguma em particular.
Vejo o dinamismo com que os autarcas eleitos vão melhorando o concelho que estava há muito a precisar de gente com ideias novas e que não se deixam apenas guiar pela gestão quotidiana.

Penacova é uma vila com uma paisagem deslumbrante e única, o que não é novidade para quem a conhece, e que faz dela um ponto turístico de referência na zona Centro. No entanto, Penacova, bem como outros concelhos do interior com alguma dimensão turística, dispensariam bem a “ajuda” do poder central, principalmente através do aumento do IVA na restauração e afins, para os 23%. Vou dar um exemplo prático que demonstra a incongruência desta medida: a partir de Janeiro, quem for a um restaurante e que coma uma sopa e beba uma água, irá pagar, no mínimo, 0,36€ de Imposto. Dirão alguns que almoçar fora é um luxo, mas se o caro leitor comprar uma jóia, este sim, um produto de “luxo”, paga os mesmos 23% de IVA… Dirão outros que se trata de uma necessidade mas isso fica ao critério de cada um…

Penacova também dispensava bem, penso eu, alguns “profissionais” da política que ainda não acordaram do pesadelo que foi perder as eleições e, de vez em quando, dão sinal que existem. São os “moralistas” que vêem em tudo desperdício de dinheiro. Eu diria que desperdício de dinheiro é, em ano de eleições, comprar três relvados sintéticos e não ter solicitado o apoio do QREN porque não souberam formular a respectiva candidatura… Também se pode falar dos chamados “parques industriais”, que começaram com uma máquina a fazer terraplanagens, e onde se esqueceram que um Parque Industrial tem obrigatoriamente de incluir infra-estruturas, tais como, água, saneamento, electricidade e telecomunicações… Digo eu…

Na carta a que aludi no início destas linhas, dizia eu que, num Domingo de nostalgia, alguns se lembraram de ir até à Foz do Caneiro tirar uma fotografia de família. Esta até saiu no Diário de Coimbra, por isso me refiro a ela. Parece que os seniores já deixaram cair a caixinha da construção da mini-hídrica. Os mais novos vêm agora levantar o tema de uma forma “politiqueira” mas, por serem novos, não se lembram que foram construídos dois açudes a jusante da Livraria do Mondego que são, como deverão saber, um obstáculo à tão falada subida do peixe, e na altura, como estavam no poder, não lhes mereceu nenhum reparo. A construção da mini-hídrica só vai para a frente se o actual governo central assim o quiser, pois já mandou parar outras obras em construção, tais como, o túnel do Marão.

P.S.:  Agora mesmo, tomei conhecimento que o Primeiro-Ministro aconselhou os professores a emigrarem. Já anteriormente, um Secretário de Estado tinha dado a mesma sugestão aos jovens. Na próxima, devem ser todos os que fiquem desempregados na indústria hoteleira a seguirem o mesmo caminho porque serão milhares que têm o destino traçado, graças às medidas deste governo, onde sobressai o aumento do IVA para a taxa máxima. 
Por Mário Silva Ferreira Santos – Friúmes – Penacova