SEED OF SCIENCE – Especial distingue realizador Daniel Pinheiro

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Pelo seu documentário científico «Mondego», Daniel Pinheiro será distinguido com um «Seed of Science» especial. O jovem realizador concebeu este filme no âmbito do mestrado Wildlife Documentary Production, da Universidade de Salford (Inglaterra), onde teve possibilidade de aprender com importantes nomes do documentarismo científico britânico, nomeadamente da ‘escola BBC’ (BBC Natural HistoryUnit), como Paul Reddish, Neil Lucas e David Attenborough. “É uma honra para mim que o «Mondego», um documento audiovisual, seja também reconhecido pelo meio científico. Como jovem realizador de documentários de vida selvagem, este prémio é para mim um grande incentivo para continuar a produzir documentários de natureza em Portugal”, admite o autor.


«Mondego» foi classificado com “distinção” e, além de ser cinematograficamente apelativo é um singular documento científico sobre a fauna do Mondego e não só, visto abranger algumas espécies com uma cobertura nacional mais ampla. 
Daniel Pinheiro explicou que das duas paixões – o cinema e a biologia – esta veio primeiro. “Acabei por não seguir o curso de Biologia, mas sim o de Design de Comunicação e Multimédia, no Politécnico de Coimbra”, diz, mas o mestrado em Salford deu-lhe oportunidade de aprofundar esse gosto.


“O mestrado está muito bem estruturado. Metade das cadeiras são de biologia e comportamento animal, até porque a BBC é muito exigente a nível científico. A outra metade do curso debruçava-se sobre as questões técnicas como a produção e o guionismo”, explica.


Este mestrado, único na Europa, deu-lhe a oportunidade de aprender com personalidades como David Attenborough, cujas séries documentais, como  «Life on Earth», «The Living Planet» ou «The Trials of Life» são consideradas clássicos.


A ideia de fazer um filme sobre o Mondego já vinha de trás, até porque é natural da Anadia. “É interessante fazer um filme sobre um rio, pode-se explorar a ideia de viagem, as variedades de habitats e de espécies”, explica.


O trabalho exigiu quatro meses de pesquisa científica. Seguiram-se as filmagens com algumas atribulações, principalmente nos 15 dias na Serra da Estrela, nos quais se perdeu várias vezes, e mais dois meses para edição das imagens.


Actualmente, está por Portugal e pretende continuar. Este tipo de mercado, audiovisual nas áreas da Ciência e do Ambiente, “está em crescimento”, acredita.


Os prémios «Seeds of Science» serão entregues durante a V Gala da Ciência, que se realiza no próximo dia 26 de Maio na Figueira da Foz.