OBRAS – Autarcas de Lorvão denunciam mau estado das estradas da freguesia

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Os três elementos do executivo da Junta de Freguesia de Lorvão e o presidente da Assembleia de Freguesia emitiram ontem um documento onde denunciam o mau estado em que se encontram as estradas e arruamentos das localidades de S. Mamede, Aveleira e Roxo e estrada de ligação Aveleira/Roxo.

O documento é assinado pelo presidente da Junta de Freguesia, Mauro Carpinteiro (PSD), pelo secretário, Victor Santos Nogueira (PSD) e o tesoureiro, Manuel Veiga Tomé (CDU), assim como por Júlio Madeira da Fonseca (PSD), presidente da Assembleia de Freguesia.

De acordo com os autarcas, «desde Dezembro de 2009 que vimos alertando a Câmara Municipal de Penacova para o estado de degradação» daquelas vias, «afectadas pelas obras de saneamento e renovação da rede de águas levadas a cabo nessas localidades, até sensivelmente a Setembro de 2009».

Segundo o comunicado, «o município de Penacova comprometeu-se a proceder a obras de repavimentação das referidas vias até ao final 2010», mas «nada foi feito», pelo que «a Junta de freguesia de Lorvão intensificou os alertas, resultando no compromisso do senhor presidente da Câmara em que os referidos arruamentos estariam pavimentados até ao Verão de 2011».

«Certo é que, até ao momento, nada foi feito, tendo-se agravado as condições dos pavimentos e por consequência as condições de circulação dos cidadãos, que têm apresentado insistentes queixas», diz a missiva dos autarcas de Lorvão, considerando tratar-se de «uma situação a todos os títulos estranha e incompreensível, desde logo pelo facto de ter sido transmitido pela “Águas do Mondego” à nossa freguesia, por carta datada de 26/11/2010, que esta empresa acordou com o município o pagamento de 50% do valor da empreitada para pavimentação da estrada de ligação Aveleira/Roxo, ficando os restantes 50% a cargo do município, assim como o desenvolvimento do respectivo processo concursal».

Perante esta realidade, consideram que «a Câmara Municipal de Penacova tem demonstrado uma intolerável indiferença relativamente às condições de circulação de todas as pessoas que utilizam aquelas estradas, estando em causa a integridade das viaturas e a segurança dos utentes», frisando que «só podemos enquadrar esta atitude do município na existência de uma incapacidade intrínseca para resolver os problemas simples dos munícipes, demonstrando clara preferência pelas acções que granjeiam visibilidade pessoal e projecção política».

Em jeito de conclusão, os autarcas sustentam que «a falta de resposta a este problema é a prova de que este executivo municipal faz tábua rasa daquilo que se propõe e aprova em Orçamento anual e Grandes Opções do Plano.