Anonimato…fontes anónimas.

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Ao fim de algum tempo, cá estou eu a dissertar sobre um tema que mexe muito com toda a sociedade mundial. Cobardes, malfeitores, gente sem escrúpulos, sempre se ouviu chamar aos anónimos e, um pouco por todo o lado. No entanto, o anonimato por vezes, não é cobardia, nem irresponsabilidade, nem goza de imputabilidade, nem tão pouco merece essas denominações, pelo menos, sempre não. Contudo muitas vezes ao abrigo do anonimato e muito cobardemente se denigre e difama, insultando por vezes as pessoas, a quem não se consegue atingir de outra forma mais correta como o enfrentá-la cara a cara, sem medos nem receios.

Age-se cobardemente e irresponsavelmente quando se ofende, quando se procura atingir fins sem olhar aos meios, quando na ponta dos dedos “cabeçudos”, estão as armas da guerra que se pretende principiar ou prosseguir. Por vezes, o anonimato pode ser preciso e necessário, quantas vezes para denunciar situações menos claras e deve até ser protegido, mas não deve ser utilizado para agir de forma baixa e vil como se usa muitas vezes na blogosfera de Penacova e quiçá por todo o país e por todo o mundo.

Não podemos criar um blogue ou fazer comentários anónimos utilizando linguagem obscena, com o mais puro calão, até porque a universalidade do que postamos merece respeito. A indecência da linguagem e a rudeza da educação faz com que qualquer anónimo deixe de não passar disso mesmo: um mero esboço anónimo. O ataque sistemático a pessoas e instituições, ofendendo de forma gratuita, é punido por lei. E, ninguém pense que está acima dessa mesma lei. Pode, por vezes encetar-se uma longa batalha, mas um dia, os frutos da defesa da honra, da dignidade e da credibilidade acabarão por vencer.

Aceito que o anonimato sirva para proteger o seu autor e deve servir exatamente para isso. Eu próprio, no meu blogue “tudonummomento”, estive durante muito tempo como anónimo apelidado de “sonhador” porque sendo um blogue intimista eu não tinha outra defesa. Pretendia apenas publicar livremente não sendo com a intenção de expor a minha privacidade. A minha intenção não era ser famoso, e pessoalmente precisava de ganhar confiança e auto estima. Qualquer comentário ou blogue que apresente a critica desde que bem sustentada, uma denúncia assente na verdade, ou a própria verdade escondida de muitos, feita de forma anónima não é incorrecta nem anti-democrática. No entanto, se dele se não conseguir extrair nada de positivo, passa a ser vil, banal e indiscreto e muito pior se entrar na esfera privada do ser humano.

É certo que a maior parte destes anónimos que por aí circulam, visionários de blogues, frustrados, mesquinhos, também nunca conseguirão ganhar credibilidade, porque esta, não se alcança como um vencimento ao fim do mês, conquista-se ao fim de muito tempo, quando se dá informações sérias e fidedignas, opiniões sensatas, de forma correta, com decência na linguagem e não com “tiros” dados à toa, informações falsas, ou escurecidas, deturpadas, até mesmo inquinadas, como é usual neste nosso “cantinho” e no que à politica diz respeito.

Por vezes, do outro lado do computador, pode estar quem nunca se julgou que estivesse e aí, a ofensa lida pode ser tão grave que a justiça tenha que ser convocada para repor a normalidade que se impõe. Quem faz da prática do mal e da maledicência modo de vida… sujeita-se. Muitos, não entenderão alguns trechos deste texto ou até a sua totalidade mas, alguns anónimos sentados algures por aí devem ter entendido, caso contrário, para a próxima, tentarei acrescentar um desenho.

Terminando, quero dizer-vos que toda e qualquer opinião mesmo que anónima, apesar de tudo, tem o meu aval e não é por aí que o gato vai às filhoses mas, opiniões formatadas, comentários predispostos a ofender por ofender, difamações, calúnias, só podem ser feitas por pessoas que se sentam do outro lado numa cadeira de preferência de veludo, escondidos atrás de nomes e mail’s falsos e despejam a sua raiva frustrada e infeliz, num teclado de um qualquer computador. Batem-lhe impulsivamente, para descarregar os nervos que acumularam ao longo da vida. No fundo, frente a frente, são como gatinhos amestrados de circo, que não têm coragem nem de nos olharem nos olhos, quanto mais de fazerem ouvir a sua voz…Haja coragem, ou melhor, nem é preciso tanto!

São Paio de Mondego, fevereiro de 2012

António Catela

 

1 COMENTÁRIO

  1. Já sabes: tou contigo amigo.
    Eu há muito tempo que dou desprezo a essa malta, só lidando/escrevendo com quem tem algo no lugar certo para dar a cara.
    Já vem de muito longe: a caravana passa, e os cães ladram…
    E eu sempre me senti mais na caravana.
    Embora também possa reconhecer ter tido uma ou outra fase mais canina…
    Mas também, quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
    Sempre vais Sábado ?
    Abraço. 🙂