GASTRONOMIA – Penacova promove lampreia na região e no país

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Festival foi apresentado ontem e apresenta novas facetas, como actividades desportivas e culturais, assim como promoção na Figueira, Lisboa e Porto

Câmara Municipal de Penacova quis alargar o âmbito do Festival da Lampreia e desenhou um programa de actividades que abrange toda a época em que o ciclóstomo pode ser degustado, dando especial ênfase à divulgação turística baseada nesta especialidade gastronómica de carácter sazonal.

Assim, além dos tradicionais três dias em que a lampreia será mais barata numa dezena de restaurantes de Penacova – a base do anterior fim-de-semana da lampreia – vão-se realizar acções de promoção em Lisboa e Porto, de onde é originária a maioria dos visitantes nesta altura do ano, assim como na Bairrada, estando ainda programada uma semana dedicada ao concelho e ao seu prato mais famoso no Casino Figueira.

Indo por partes, refira-se que o Festival da Lampreia tem lugar no fim-de-semana de 24 a 26 de Fevereiro, nos restaurantes “Boa Viagem”, “Piscinas de Penacova”, “O Casimiro”, “O Cortiço”, “O Côta”, “O Mondego”, “Pedra do Moinho”, “Portas da Serra”, “Primavera” e “Quinta da Conchada”.

Neste três dias, como é tradicional, os visitantes terão a oportunidade de comer lampreia a preços mais acessíveis, saboreando ainda os doces conventuais e aproveitando as paisagens sobre o rio Mondego.

Mas, como enfatizou ontem o presidente da Câmara Municipal de Penacova, na conferência de imprensa de apresentação do programa, «a lampreia não se cinge a esse fim-de-semana», estando disponível entre Janeiro e Abril.

Humberto Oliveira lembrou que a época já foi aberta, em Janeiro, com o colóquio sobre o projecto da mini-hídrica no rio Mondego, continuando no dia 16, no Porto Palácio Hotel, com um jantar de lampreia confeccionado pelo chef Hélio Loureiro.

O Museu Vinho da Bairrada recebe um jantar no dia 23 Fevereiro, uma forma de também «associarmos a lampreia ao vinho da região», segundo o autarca, que destacou também a presença do prato no Tivoli Lisboa Hotel nos dias 1, 8, 15, 22 e 29 de Março.

O Casino Figueira vai ser o espaço que promove a lampreia de Penacova durante mais tempo, com a presença constante de uma exposição de 12 a 21 de Março, o prato sempre presente e eventos de cultura. Antes, a 17 de Março, realiza-se também um jantar promocional.

Humberto Oliveira sustentou ontem a importância deste tipo de acções, revelando que houve a intenção de «divulgar, não só em Penacova e Coimbra, mas ir mais além», apostando «nas zonas de onde recebemos mais visitantes», como é o caso de Lisboa e Porto».
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Desporto e cultura 

A abertura oficial do Festival da Lampreia realiza-se no próximo dia 24, com um almoço no restaurante “O Cortiço”, dia em que o auditório do Centro Cultural recebe, a partir das 21h00, a 2.ª Sessão de Comédia Stand Up do Concelho de Penacova.

O programa alternativo inclui também desporto, com a realização da Maratona BTT Rota da Lampreia, no dia 19 de Fevereiro, uma prova que conta já com duas centenas de inscritos.

A época da lampreia será  encerrada, no dia 31 de Março, com «um momento grandioso, que é  o IX Capítulo da Confraria da Lampreia», disse Humberto Oliveira, frisando que «foi um momento feliz da organização, ao escolher encerrar o programa com um capítulo que é dos mais marcantes do país.

Os pressupostos do programa foram, de certa forma, sintetizados pela vereadora Fernanda Veiga que sublinhou a intenção declarada de implementar «uma dinâmica diferente ao festival», frisando a importância dos mercados de Lisboa e Porto, pelo que houve a decisão de «levar a lampreia a essas cidades». 
Confraria existe para defender grandes causas 

A vice-presidente da Confraria da Lampreia aproveitou a ocasião para elogiar a «terra linda e com gente acolhedora», que é Penacova, para recusar que o seu capítulo seja o melhor do país. «Em cada região, a lampreia é confeccionada de forma diferente e aqui é à moda de Penacova», frisou.

Fernanda Pimentel explicou que «a confraria não nasceu para comer lampreia, mas para defender causas», sublinhando que «a nossa causa é o Mondego». Neste sentido, referiu que «estamos a travar uma luta para que o Mondego seja livre».

Dando como exemplos a luta pela escada de peixe e a não construção da barragem, a confreira frisou que se trata de «um dever» a defesa do rio, sublinhando que «precisamos de muito apoio nas causas que defendemos».