FEDERAÇÃO DISTRITAL Pedro Coimbra quer pacificar o Partido Socialista no distrito

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Candidatura à Federação Distrital foi apresentada ontem com promessas de união no partido e de trabalho, no sentido da conquista de todas as câmaras em 2013 



O Pavilhão Centro Portugal esteve ontem “à pinha” para a apresentação da candidatura de Pedro Coimbra à presidência da Federação Distrital do PS, cujo sufrágio se realiza no dia 16 de Junho.

O candidato, que contou com o apoio expresso de várias concelhias, presidentes de câmara e muitas personalidades socialistas, começou por garantir que no topo das suas preocupações e prioridades, está «pacificar o partido».

Pedro Coimbra frisou que «a unidade não se apregoa, pratica-se todos os dias», para assegurar que, «comigo no PS, não há excluídos, todos sem excepção terão o seu espaço e conto com todos os que me apoiam e os que não me apoiam».

Manifestando-se convicto de que vai vencer as eleições frente a Mário Ruivo, o candidato traçou como meta para as eleições autárquicas de 2013 a luta pela vitória nas 17 câmaras municipais do distrito, defendendo que os actuais autarcas que se podem recandidatar, devem ser apoiados nesse sentido.

Em relação a Tábua, Condeixa e Soure, onde os respectivos presidentes de câmara não podem ir a votos, Pedro Coimbra garantiu que se trata do «primeiro grande desafio encontrar, conjuntamente com os órgãos locais, os melhores candidatos», deixando certo que, «onde somos oposição, «jamais baixaremos os braços».

«Ganhar as eleições autárquicas é ganhar o maior número de câmaras, mas é também ganhar em Coimbra, para além da Figueira da Foz», assegurou, deixando certo que «é um desafio que exige grande empenho de todos nós».

Pedro Coimbra afirmou que «Coimbra, há muito que está parada no tempo», e aproveitou para elogiar Manuel Machado, presente na sala, «o último autarca que deu dimensão e qualidade de vida» ao concelho.

«É preciso dizer basta à deslocalização de serviços, à queda de população e à incapacidade de fixar empresas», referiu, enumerando ainda outras questões, como «o distanciamento da Universidade», «desaproveitamento da Capital da Saúde», «o ataque feroz às juntas de freguesia», «uma autarquia de costas voltadas para as IPSS», ou mesmo «a incapacidade para resolver a questão do Metro Mondego».

Pedro Coimbra sintetizou que «o PS precisa de ganhar Coimbra, mas, Coimbra precisa que o PS ganhe a Câmara Municipal», recebendo o aplauso efusivo das centenas de militantes e apoiantes presentes.

Deixando certo que «a minha candidatura não é um fim em si, mas um meio para ganhar as autárquicas e ajudar a criar uma alternativa para o país», o candidato fez “mea culpa” em algumas das decisões tomadas pelo Governo de Sócrates, mas garantiu que, «mais de um ano de governação PSD deixou-nos mais pobres».

Trata-se de «políticas recessivas que provocam cada vez mais dificuldades», referiu, frisando que «já se nota alguma desagregação do Governo», pelo que, «precisamos de um primeiro-ministro que consolide as contas públicas, mas que também dê atenção ao crescimento».
Pavilhão com mais gente que cadeiras



Centenas de militantes e apoiantes estiveram presentes no Pavilhão Centro Portugal, misturando-se anónimos e figuras bem conhecidas, alguma das quais, nomeadamente autarcas, foram chamados a discursar, numa apresentação bem encenada e a lembrar um comício de campanha.

De entre os presentes, tomaram da palavra Isabel Janelas, presidente da Assembleia Municipal de Celorico da Beira, e militante de Santo António dos Olivais, Fernando Carvalho, ex-presidente da Câmara Municipal da Lousã, e os presidentes de câmara de Penacova, Humberto Oliveira, de Soure, João Gouveia, de Mira, João Reigota, e de Góis, Maria de Lurdes Castanheira.

O edil de Condeixa, Jorge Bento, mandou uma mensagem por Nuno Moita, presidente da concelhia local, enquanto o deputado Rui Duarte, de visita aos Açores, também enviou uma missiva, ontem lida. |
 José Carlos Salgueiro