Aos Encarregados de Educação

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Um dos elementos fundamentais para o sucesso escolar e comprovado cientificamente em programas de promoção da saúde, é o encarregado de educação. Os pais e restantes familiares são um dos mais importantes condicionantes e potenciadores de comportamentos nas Crianças e Jovens. Seguindo normas, regras, tendo conhecimentos, comportamentos socioculturais, humanos, fazendo debates e alertando toda a comunidade para os acontecimentos que nos assediam diariamente com os alunos, tentando minimizá-los quando feitos, e tentando preveni-los.
No entanto, os profissionais que se dedicam à situação escolar reconhecem a dificuldade em cativar e trabalhar com os encarregados de educação de uma forma contínua. Para além das dificuldades e da disponibilidade de tempo para deslocações propositadas à escola, existem também resistências e/ou medos (injustificados).
Mais do que uma vez já  sublinhámos que é necessário reunir esforços para a Associação de Pais e Encarregados de Educação. Todos os anos batalhamos no mesmo sentido.
Uma das barreiras será  a assiduidade dos encarregados de educação a várias sessões. Uma vez por mês, no mínimo, existe sempre uma reunião, que poderá  ser alterada. Neste contexto, a Associação de Pais é mais funcional e ativa se existir organização de um grupo interessado, noutras situações esta constituição poderá ser mais problemática, como até  aqui se tem constatado. Será uma metodologia a aceitar, e, a meu ver, uma forma de ultrapassar este grande obstáculo é trabalhar com as experiências e opiniões do grupo, criando um ambiente de confiança, com a finalidade de contrariar a possível sensação de vulnerabilidade que a exposição ao grupo implica.
Precisamos constituir um grupo assíduo e participativo que se envolva na educação dos nossos e na saúde a nível de comportamentos, na escola. Outra forma de os encarregados de educação serem mais participativos será a de aliar melhor os conhecimentos absorvidos através dos educandos e transportá-los para as reuniões.
Na Associação de Pais e Encarregados de Educação, um modo de se trabalharem os comportamentos é a elaboração de um uma série de reuniões ativo-participativas, onde se expõe os assuntos que se afrontam. Isto gera vários desafios.
Precisamos, cada vez mais disponibilizar de membros suficientes para formar conhecimentos em determinados assuntos, e ser uma Associação encarada como um recurso de educação em situações nas quais não é possível obter outro tipo de ajuda/solução, não pretendendo modificar comportamentos dos alunos/pais/famílias. No entanto, quando nos focalizamos na área da educação, em que situações nos deparamos, quando cada um de nós diz para si próprio que não tem tempo?
É óbvio que esta situação é muito discutível. “Cada um sabe de si!” – Já diz o ditado. Mas, e tempo para os assuntos dos filhos? O ditado também diz que “Não acontece só aos outros!”, e se pensarmos todos que não temos tempo, que temos um, dois, três, quatro filhos… uma casa, um emprego… jamais existiria uma Associação de Pais e Encarregados de Educação pronta a ajudar e a esclarecer situações menos vantajosas e a auxiliar no momento oportuno e necessariamente a marcar presença por si e pelo(s) seu educando(s). Mais do que compreender, sei que não é fácil. Mas também sei, com conhecimento próprio, que tudo se faz, tudo se ajusta e vale a pena.
Acreditamos que com um bom planeamento e uma atenção especial aos recursos disponíveis e aos diferentes contextos de aplicação é possível delinearem-se estratégias efetivas que possibilitem ter êxitos nesta missão, que parece impossível: a integração dos encarregados de educação na Associação de Pais e Encarregados de Educação. Precisamos de si, como os seus filhos, para nos apoiar, mutuamente.
Sónia Baptista


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