INFORMAÇÃO – Cogumelo potencialmente venenoso – Macrolepiota Venenata

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O Macrolepiota procera,
vulgarmente conhecido entre outros nomes vulgares por frade, gasalho, marifusa,
o da calcinha, púcara, roca, tortulho, é o cogumelo silvestre comestível mais
apanhado e consumido na região e no país.
Macrolepiota procera
Esta espécie faz, com muita frequência, parte da dieta alimentar de uma
grande parte da população rural.
Por razões de desconhecimento e de receio, a nível familiar a apanha e o
consumo, restringe-se muitas vezes apenas a esta espécie, baseados num
principio de que é fácil a sua identificação pelas características do chapéu e
pela existência de um anel, concluindo daí, de forma precipitada, não haver
possibilidades de confusão com outros cogumelos.
Foram no entanto recolhidos muitos relatos de casos de intoxicação,
alguns dos quais mortais – o mais recente ocorreu na localidade da Torre, da
freguesia do Sabugal, por pressuposta ingestão de
Macrolepiota procera, quando de tal não se tratava.
Os testemunhos directos ou por terceira pessoa apontam para a ingestão de
Macrolepiota venenata, uma espécie
semelhante nalgumas características às do Macrolepiota
procera
.
Ultimamente, fruto da observação de anos com Outonos mais quentes, tem-se
notado, o aparecimento com alguma frequência de exemplares Macrolepiota venenata. No entanto esta espécie, recentemente
identificada, está ainda pouco estudada, sendo a informação produzida escassa e
pouco divulgada.
A pouca atenção dada às características
macroscópicas na identificação do
Macrolepiota procera
, o desconhecimento da
generalidade das pessoas sobre a existência de uma
espécie não comestível, muito semelhante, assim como a manutenção do uso do alho e de objectos em prata como
método vulgar de confirmação da comestibilidade dos cogumelos, tem conduzido à ingestão esporádica de Macrolepiota venenata e provocado
intoxicações que foram do simples mau estar, às consequência mais graves, por
falta de assistência atempada.
Macrolepiota venenata
 Numa altura em que cresce a pressão da colheita e num tempo em que se
notam mudanças no clima favoráveis ao aumento das populações de
Macrolepiota venenata, tratando-se de
uma questão de saúde publica,
para evitar potenciais
intoxicações,
afigura-se premente alertar e dar a
conhecer de forma alargada, a existência desta espécie semelhante e os riscos
que derivam do seu consumo.

Resumida e comparativamente ao Macrolepiota procera, o Macrolepiota
venenata
, espécie tóxica a rejeitar, tem uma forma atarracada (o chapéu
pode apresentar dimensões semelhantes ao frade mas o pé é mais pequeno); o
chapéu, inicialmente globoso, não tem mamilo central; a cutícula rompe-se mais
radialmente e as escamas são maiores e menos uniformes; as lâminas avermelham
ao toque; o pé é liso e o bolbo do pé é marginado; o anel é pouco ou nada
móvel, mais simples e central; e toda a carne avermelha ao corte.

Para conhecimento mais aprofundado deve ser consultado o documento de
divulgação disponivel no portal da DRAPC http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/mproceravenenatafinal.pdf
, onde são enunciados alguns cuidados a ter na apanha, conservação e consumo do Macrolepiota
procera
, assim como apresentadas e comentadas com inclusão de fotografias,
as características distintas das duas espécies passíveis de confusão. 
Pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas  do Centro Rua Amato Lusitano, Lote 3, 6000-150 Castelo Branco Tel. 272 348 600 ; Fax: 272 348 625 E-mail:direcao@drapc.min-agricultura.pt através do Gabinete de Inserção Profissional – GIP Edifício das piscinas, sala 5, piso-1 3360-191 Penacova Tel/Fax 239 470 321 gip_penacova@iol.pt

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