União F.C – Vigor Mocidade – Comandante sofreu mas fez pela vida

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Vigor entrou de forma determinada e
não demorou a adiantar-se no mas depois foi obrigado a fazer pela vida. O União
FC nunca desistiu de conquistar um ponto, mas a vitória ficou mesmo em casa

Estiveram frente-a-frente duas equipas
com percursos diferentes na prova. O Vigor mais regular, na liderança, enquanto o
União FC, com alto e baixos a ocupar um lugar intermédio na tabela
classificativa.
O Vigor começou por demonstrar
alguma superioridade, fazendo uma circulação de bola com qualidade. Aos quatro
minutos, Gonçalo aproveitou o deslize de um defesa visitante e fez um “chapéu”
do meio da rua com a bola a passar rente ao poste da baliza de Pardal, dando
mesmo a sensação de golo.
Nesta altura o caudal ofensivo
dos homens de verde era enorme. A forte mobilidade era um “quebra-cabeças” para o União
e fruto disso, aos nove minutos, Nuno Apóstolo, com muita magia à mistura,
isolou Zé Dias no lado direito do seu ataque, este driblou dois adversários e
“fuzilou” as redes da baliza de Pardal. Estava feito o primeiro da tarde.
Aos 25 minutos, os homens do
Vigor reclamaram uma grande penalidade que terá ficado por marcar por derrube de
João Paulino, mas o árbitro assim não o entendeu.
À passagem da meia hora os forasteiros
equilibraram o jogo e incomodaram na sequência de dois livres por intermédio de
Rui, obrigando Emanuel a brilhar, evitando o pior para a sua equipa.
Na segunda metade o equilíbrio
manteve-se. O Vigor baixou um pouco o ritmo e, aos 53’, viu Ricardo Carvalho fazer
a igualdade, que surgiu de forma oportuna dentro da pequena área a responder a
um passe de Rui.
A partir daqui o Vigor acordou.
Rafael Silva mexeu na equipa, refrescou as linhas ofensivas dando outra dinâmica
ao seu ataque. Adivinhava-se o golo para os donos da casa e Tiago Sobreiro, por
duas vezes, teve nos pés essa hipótese.
O União limitava-se a colocar a
bola nos pés de Rui, sem dúvida um jogador muito criativo, estando a sua equipa
muito dependente das suas iniciativas.
Aos 62 minutos, houve um novo
caso. Bola cruzada para a área do União com esta a ser desviada, nitidamente, com o braço,
evitando que a mesma chegasse a China. O jovem árbitro, bem posicionado, teve outro
critério e não entendeu assinalar para a marca dos 11 metros.
O Vigor não desistiu de “furar” a
muralha defensiva, conseguindo, aos 71 minutos chegar novamente à vantagem. Gonçalo
Estanqueiro levou a melhor sobre um adversário já perto da linha final,
conseguiu fazer um cruzamento milimétrico para a cabeça de Tiago Sobreiro que,
desta vez, não perdoou e fez o merecido golo.
Até ao final reinou a emoção. China
rematou forte e cruzado para a defesa de Pardal quando tinha Gonçalo
Estanqueiro liberto para fazer o golo. O União ainda beneficiou de um livre, aos
88 minutos em zona frontal próximo da meia-lua da área, mas Rui, desta vez,
atirou forte mas muito por cima da baliza de Emanuel.
Para a história fica mais uma vitória
do Vigor perante um adversário que dificultou muito triunfo do comandante da
Divisão de Honra.
Escrito por Rui Dias