Nova nota de 5 euros em circulação. Esteja atento e não vá em conversa fiada! *

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No dia 2 de Maio de 2013 entrou em circulação uma nova nota
de 5 euros, que fará parte da nova série de notas – série Europa.
Estas novas notas serão colocadas em circulação,
gradualmente, em todos os países da zona euro, pelas instituições financeiras
ao longo dos anos.
As mesmas serão distribuídas pelas várias agências e pelas
caixas multibanco, pelo que não é preciso trocar as notas.
Na verdade, durante algum tempo, as novas notas vão circular
em paralelo com as antigas, que serão retiradas de circulação gradualmente.
Segundo o Banco de Portugal, a data em que as notas da
primeira série deixarão de ter curso legal será anunciada com muita
antecedência e manterão o seu valor, podendo ser trocadas nos bancos centrais
nacionais do Eurosistema por um período de tempo ilimitado.
Esta iniciativa visa quer o reforço das medidas de
segurança, incorporando novos e melhorados elementos, a fim de evitar ao máximo
a contrafacção, quer a manutenção da confiança na moeda.
Segundo o Banco Central Europeu, um elemento de segurança
novo que se destaca é o número esmeralda, o qual, dependendo do ângulo de
observação, muda de cor, passando de verde-esmeralda a azul-escuro, e apresenta
um efeito luminoso de movimento ascendente e descendente.
No que respeita à sua durabilidade, a mesma é maior, o que
significa que as notas serão substituídas com menor frequência. Depois das de
cinco euros, entrarão em circulação, e por esta ordem, as de 10, 20, 50, 100,
200 e 500 euros.
Importa ainda referir que as novas notas contemplam, nas
margens esquerda e direita da frente, pequenas linhas impressas em relevo, destinadas
a facilitar a identificação das mesmas, especialmente, por cidadãos invisuais.
Os padrões e as cores das novas notas serão idênticos aos da primeira série.
Como medidas para a introdução das novas notas, o Banco de
Portugal celebrou um protocolo com a Associação dos Cegos e Amblíopes de
Portugal a fim dos seus associados poderem estar informados sobre estas
mudanças.
Foram ainda promovidos cursos de e-learning para bancos,
assim como, formadores para fazer face às necessidades de formação presencial
em todo o país.
Assim, sempre que sejamos abordados na rua ou nas nossas
residências, por alguém “simpático”, com boa apresentação e que se intitule funcionário
de alguma instituição financeira, cujo trabalho respeita à recolha de notas
antigas, não deveremos tomar em consideração tal abordagem.
Naturalmente, estaremos perante uma tentativa de burla, pelo
que denunciar tais factos às autoridades será o procedimento recomendado.
Deste modo, devemos estar atentos, não dar atenção a
“conversa fiada”, pois não temos a obrigação de agilizar a troca do nosso
dinheiro, tal tarefa é feita internamente pelas instituições financeiras.
Tânia Santana
Jurista |DECO
Coimbra
*Texto originalmente publicado  na edição impressa do Diário de Coimbra de 05.05.2013