Incêndios combatidos com os mesmos meios de 2012

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No distrito de Coimbra, na fase
mais crítica, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, estarão disponíveis três meios
aéreos, 213 bombeiros e 45 viaturas

O Dispositivo Especial de Combate
a Incêndios Florestais (DECIF) 2013, para o distrito de Coimbra, é «igual» ao do
ano passado, incluindo os três meios aéreos envolvidos na fase mais crítica. A
garantia foi dada ontem, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, por Paulo
Palrilha, segundo comandante operacional distrital, na apresentação pública do Plano de Operações Distrital
para 2013.
No que diz respeito a meios aéreos,
o distrito de Coimbra contará, na Fase Bravo (15 de Maio a 30 de Junho), com um helicóptero
ligeiro na Pampilhosa da Serra e um helicóptero médio na Lousã, ambos
disponíveis a partir de 15 de Junho. Passando para a Fase Charlie (1 de
Julho a 30 de Setembro), o dispositivo é reforçado com um helicóptero ligeiro
colocado em Cernache.
A Fase
Delta (1
a
15 de Outubro) contempla apenas um helicóptero médio
na Lousã.
A inclusão de um avião C-295M da
Força Aérea Portuguesa no DECIF 2013 assume-se como uma das alterações significativas
para o presente ano. A realização de missões de reconhecimento e avaliação de
grandes incêndios florestais será um dos papéis a desempenhar pela aeronave.
O reforço especializado,
nomeadamente de máquinas de rasto, também entra nas novidades para este ano,
com Paulo Palrilha a informar que foi realizada uma acção de treino operacional
para incremento da capacitação técnica. O dispositivo que estará «à ordem» do
Comando Distrital de Operações de Socorro integrará, na Fase Charlie, um total
de 213 bombeiros e 45 viaturas, além dos habituais meios das 24 corporações de bombeiros
do distrito.
O dispositivo conta, ainda, com
45 militares e sete viaturas da GNR, integrados no Grupo de Intervenção,
Protecção e Socorro (GIPS), sediados na Lousã, Pampilhosa de Serra e Cernache.
A GNR terá a seu cargo 19 postos de vigia distribuídos pelo distrito.
Em 2012, 11 grandes incêndios
foram responsáveis por 39,9% do total da área ardida, tendo, no distrito de
Coimbra, ardido cerca de 6.000
hectares
. Também em 2012, mais de 80% dos incêndios no
distrito foram resolvidos na primeira intervenção.
Paulo Palrilha assumiu que «a
permanente segurança das forças» de combate a  incêndios florestais é um dos objectivos operacionais.
«Não há nenhum eucalipto que mereça a morte de um combatente», sublinhou o
segundo comandante operacional distrital de Coimbra.
Ontem, durante a apresentação do
DECIF 2013, Ângelo Lopes, comandante operacional municipal da Protecção Civil
de Mira, denunciou a suspensão, por parte do Estado, da avaliação das candidatura do
município a financiamento para a equipa de sapadores florestais. 
«É com alguma
preocupação que vemos que equipas de alguns municípios possam, afinal, não
estar disponíveis», disse Ângelo Lopes, informando que a autarquia recebeu uma
carta do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas a comunicar a
suspensão e pediu a Paulo Palrilha, que registou o pedido, parque este
«interceda» junto da Autoridade Nacional de Proteção Civil no sentido de
procurar resolver a situação.
No distrito de Coimbra, a suspensão
atinge, também, as câmaras municipais de Coimbra e Figueira da Foz e as juntas de
freguesia da Tocha (Cantanhede), Cadafaz (Góis) e  Fajão (Pampilhosa da Serra).