3º Encontro Distrital de Sapadores Florestais reforça a ideia de “peça fundamental” na defesa da floresta

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Alvoco das Várzeas acolheu 3º Encontro Distrital de Sapadores Florestais. Estiveram presentes cerca de 120 “soldados” da floresta

Cerca de 120 “soldados” da floresta participaram, no dia 1 de junho, no 3 º Encontro Distrital de Sapadores Florestais promovido pela CAULE – Associação Florestal da Beira Serra. Um encontro que teve como palco o parque merendeiro da praia fluvial de Alvoco das Várzeas, freguesia que teve uma das primeiras equipas de sapadores florestais.
Durante o convívio que, contou com a presença de algumas entidades ligadas ao sector florestal, o presidente da CAULE, Vasco Campos, realçou a importância destes “verdadeiros soldados da paz” que trabalham todo o ano na defesa da floresta, julgando que este tipo de iniciativas ajudam a “fortalecer o espirito de grupo destes homens e mulheres que muitas vezes trabalham em conjunto, seja em acções de silvicultura preventiva, seja no combate a incêndios florestais, e não se conhecem”.
Actualmente existem cerca de 230 equipas em todo o país, seis das quais geridas pela CAULE que, actuam ao nível da prevenção de incêndios, concretamente através da limpeza de caminhos, roças de matos, pontos de água, desbastes, trabalho que, segundo o presidente daquela organização florestal, tem contribuído decisivamente para a diminuição da área ardida na região. 
Vasco Campos, não deixa de lamentar, todavia, o facto do trabalho destas equipas não estar a ser acompanhado do “respectivo apoio financeiro”, o que levou já algumas organizações a deixarem “cair” os seus projectos, por falta de “dinheiro para os manter em funcionamento”. Lamentou ainda o “desinvestimento” que se verificou nos últimos dois anos ao nível da criação de novas equipas de sapadores, bem como os montantes atribuídos às organizações que fazem a sua gestão, o que contrasta com o “investimento” feito em meios de combate. “Continua-se a gastar 5 ou 6 vezes mais em meios de combate do que em prevenção, há dois anos que não há apoios para a criação novas equipas, sendo certo que os montantes para o combate continuam a aumentar”, constata Vasco Campos, fazendo notar que apesar de existirem “outros mecanismos de prevenção”, os sapadores florestais “ por aquilo que representam em termos de dinamização dos meios rurais, chegando a locais mais recônditos onde outros meios não chegam, deviam continuar a ser uma aposta nesta área”. “O ideal era atingir o objectivo das 500 equipas inicialmente previsto” afirma o dirigente da CAULE, para quem estes actores têm uma relação “custo/ beneficio elevadíssimo”, quando comparado com outras estruturas e meios operacionais. “Eles são os verdadeiros soldados da paz, trabalham todo o ano na floresta, são quem a conhece melhor, penso que ninguém está mais habilitado do que eles a defendê-la”, considera ainda o presidente da Associação Florestal da Beira Serra, que arrancou com a primeira equipa em 2001, dois anos depois de terem sido criadas no país. 
Com o objectivo de “valorizar” aquela que é considerada “uma peça fundamental” na defesa da floresta contra incêndios, o presidente da CAULE aproveitou para desejar que a próxima época de fogos florestais seja mais calma que 2012, fazendo votos para que os sapadores do distrito se voltem a encontrar daqui a um ano, e se possível ainda mais reforçados.           


Publicado a 7 de Junho de 2013 por CAULE