BOMBEIROS – Em Assembleia Geral manifestam-se preocupados quanto ao rendimento de meios

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O presidente da direcção, Paulo Dias, quando colocava algumas
reticências quanto ao futuro dos transportes de ambulâncias, pois os serviços
que fazem e não são pagos, começa a preocupar sobretudo as reparações a que as
máquinas são sujeitas, sem terem receitas próprias para as pagar

Apesar da Associação Humanitária dos Bombeiros de Penacova sorrir
quanto ao seu deve e haver, pois o resultado líquido do exercício de 2012 foi
positivo, em 15.793,16€, que comparativamente ao ano transacto aumentou cerca
de 44%, no entanto, nos tempos que correm, particularmente o serviço que as
ambulâncias prestam, nem sempre têm o fim desejado quanto ao recebimentos
desses serviços e por isso, segundo o presidente da direcção, Paulo Dias, têm
que se tomar algumas providências precisamente neste aspecto, «porque as
pessoas cada vez têm menos dinheiro». Afirma mesmo: «gostamos de ajudai mas não
podemos pôr em causa o bom nome e o bom funcionamento dos Bombeiros», tanto
mais que a facturação das reparações das viaturas são avultadas e vai sendo
dificultoso criar receitas para acudir a essas mesmas reparações.
Sob a presidência de António Miranda, secretariado por Luís Amaral
e Odete Alvarinhas Oliveira, teve lugar na passada sexta-feira, dia 31,
a
 assembleia-geral
dos Bombeiros de Penacova. Se a preocupação do presidente executivo é latente,
contudo, não deixa de ser evidenciado que o seu trabalho e da equipa que o
acompanha, tem sido bem orientado, tanto mais que, no que respeita a
investimentos, atingiu o montante de 402.851,51€, que corresponde a activos
fixos tangíveis (401.007,56€), assim subdivididos: Edifícios e outras
reparações, 61.482,73€; Equipamento administrativo, 7.211,27€Aquisição de
equipamento de transporte, 315.917,68€; Outros activos fixos tangíveis,
1.395,88€; Activos fixos intangíveis (1.843,95€; e Aquisição de programas de
computador, 1.843,95€.
Com todo este investimento, segundo a direcção, «permite
continuarmos a munir a Associação de equipamentos com qualidade e em quantidade
suficiente, o que permite melhorar, cada vez mais, a qualidade das nossas
intervenções
». Refere que foi uma gestão de rigor, que permitiu manter a
situação financeira da instituição «estável e equilibrada». Realce-se ainda que
o montante do empréstimo que a Associação tinha feito era de 295.740,00€, e no
exercício de 2012 amortizou 170.000,00€.
Em termos de subsídios, há que realçar que da parte do Governo
(INEM) somaram – 73.635,79€; Autoridade Nacional protecção Civil, 182.762,07€;
Município de Penacova, 49.788,84€; Outros, 401,36€; e doações e heranças
(donativos), 34.232,08€.
Em serviços especializados gastaram-se 64.323,42€; materiais
diversos, 16.675,82€; energia e fluídos, 105.477,93€; e serviços diversos,
40.051,66€. Total, 227.595,66€. No que diz respeito a rendimentos, dá um total
de 27.302,02€. Sobre «Caixa e Depósitos Bancários», há em caixa 1.104.49€;
depósitos à ordem, 248.701,36€; e depósitos a prazo, 76.712,14€ – Tudo isto somado, dá o total de
326.517,99€.
Toda esta evolução, em termos de melhoria da actividade da
instituição, segundo o relatório, deriva de duas situações: aumento das
prestações de serviços e dos subsídios à exploração, no, que respeita aos
rendimentos e da diminuição dos fornecimentos e serviços externos, no que
respeita aos gastos e também sendo fruto de um gestão rigorosa, «com controlo
nos gastos variáveis, ajustando-se o melhor possível ao volume da actividade
desenvolvida». Embora se reduzisse nalgumas áreas, contudo, manteve-se a
qualidade dos serviços prestados, «que não podemos descurar, quando está em
causa o bem-estar e a segurança das populações
». A melhoria dos resultados
ainda se realça mais, lê-se no documento, «depois de verificarmos o grande
aumento que houve nas depreciações, que aumentaram de 2011 para 2012 em mais de
30.000,00€»
.
Uma actividade que se espera evoluir com rigor e eficiência
Com um total do activo de 2441.707,05€, a direcção revela que a
melhoria da qualidade do S equipamento e dos recursos humanos vai continuar a
ser «a nossa prioridade», com equipamento actualizado e em bom estado de
conservação, a fim de permitir uma maior rapidez, o que se torna de extrema
importância, «dado tratar-se do apoio e socorro de vidas humanas». Manter o
rigor é também um dos lemas da instituição, de forma a não se descurar a sua
estabilidade financeira e «procurar optimizar os recursos, materiais e humanos
em funcionamento do nosso Corpo de Bombeiros, melhorando sempre que possível a
eficácia e eficiência das actuações».
Agradecimentos como outros assuntos
Se o presidente da direcção elogiou o papel que tem vindo a
desempenhar toda a estrutura bombeiro, de uma forma aberta é eficaz, e apesar
de ter sabido contornar as adversidades surgidas, particularmente em relação ao
empréstimo que teve de contrair, em nada afectando o andamento da Associação, o
presidenta. da mesa também se congratulou pela honra de Penacova ter assim uma
Associação com um Corpo Activo tão activo e diligente, deixando palavras de
grande elogio à direcção, cujo presidente, Paulo Dias, pelo facto de ter sido
apresentado um plano tão bem discriminado, daí que, ao colocar à aprovação dos
documentos, a assembleia os votou por unanimidade a aclamação.  António Miranda falou ainda dá
alteração dos estatutos no tocante às assembleias, cujas convocatórias devem
ser conhecidas através da imprensa e redes sociais, o presidente da direcção
propôs que fosse aprovado um voto de louvor por aclamação pelo facto dos bons
serviços e ajuda que os Bombeiros de Penacova prestaram relativamente aos seus
vizinhos no Verão passado. 



Na ausência do comandante, Prof. António Simões,
porque nesse dia passou mais um aniversário, e por isso esteve ausente, o
segundo comandante, Vasco Viseu, não deixou de referenciar o excelente
relacionamento -que continua a existir entre direcção, comando e corpo activo,
estando sempre, uns e outros, unidos na fortaleza do socorro quando é
necessário pô-lo em prática.

José Travassos de Vasconcelos – A Comarca de Arganil