S. Pedro de Alva protesta contra fecho dos CTT

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Junta de Freguesia convocou sessão
de esclarecimento com população e acusa empresa de “processo pouco transparente
e ofensiva agressiva
Junta de Freguesia e população de
S. Pedro de Alva, concelho de Penacova, não se conformam com o encerramento da
estação dos CTT da freguesia, num processo «pouco transparente e nada
dignificante» para a empresa, sublinhou o presidente da Junta, que, ontem,
convocou uma sessão de esclarecimento para informar a população da forma como
se desenrolou o processo.
Luís Adelino acusa os
responsáveis dos CTT de «à margem do conhecimento da população e junta
negociarem com um estabelecimento comercial privado a instalação de um balcão
com os serviços dos correios, substituindo, assim, a função da actual estação
dos CTT», num acto que considera de «ofensiva agressiva» para atingir
«determinados fins».
De acordo com o autarca, a empresa
«não emitiu qualquer comunicação oficial acerca das suas intenções», uma vez
que apenas na semana passada informou que «no período entre 15 de Junho e 31 de
Outubro a estação dos correios estaria encerrada no período da manhã», aliás,
«como aconteceu em anos anteriores», funcionando normalmente entre as 15h00 e as
18h00. «A justificação seria a diminuição do serviço», diz.
A estação dos correios de S. Pedro
de Alva encerrou quinta feira, dia 6 de Junho, como habitualmente às 19h00, e
na sexta-feira seguinte não reabriu, tendo sido colocado um papel na porta a
informar os utentes que os serviços passariam a ser assegurados por um estabelecimento
comercial da freguesia. Todavia, e segundo Luís Adelino, «a proprietária do estabelecimento
decidiu renunciar ao contrato que tinha efectuado com os CTT, por considerar
que o processo não teria sido claro e ontem já não assegurou esses serviços»,
pelo que a freguesia ficou sem posto de correios.
Os responsáveis da empresa «remetem-se
ao silêncio», mas o presidente da Junta garante que vai «avançar com um pedido
de responsabilidades aos CTT e realizar as “démarches” junto das entidades
competentes para resolver a situação» e «obrigar os CTT a reabrir a estação de
correios»
Jornalista Ricardo Busano