Estradas de Portugal lança concurso de 10 milhões para obras nas estradas da região

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A Estradas de Portugal lançou um concurso público, com um valor base de
9.950.000 euros destinado à conservação corrente das estradas que integram a
rede rodoviária do distrito de Coimbra sob a tutela daquela empresa pública. Em
causa está a contratação de trabalhos de requalificação e manutenção, a
realizar entre 2013 e 2016, nos 703 quilómetros de estradas e nas 404 obras de
arte, entre pontes, viadutos e outras travessias, localizadas no distrito, a
cargo da Estradas de Portugal.
De acordo com a Estradas de Portugal,
as intervenções a realizar consistem na «requalificação e manutenção de
pavimentos, bermas e valetas, passeios, nas intersecções, ilhéus e
separadores», bem como na «reposição e adequação da sinalização e outros equipamentos
de protecção e segurança», envolvendo, também, a «estabilização e conservação
de taludes e da rede de vedação». O concurso contempla, também, a «reparação de
manutenção de obras e arte» e «diversas actividades ambientais, como poda de
árvores e limpeza de terrenos adjacentes à plataforma rodoviária», acrescenta ainda
a Direcção de Relações Institucionais da Estradas de Portugal.
A mesma fonte esclarece ainda que
«a EP tem equipas que diariamente percorrem estas vias e, sempre que seja
assinalada uma qualquer necessidade de melhoria ou correcção, quer pela acção
inspectiva
destas equipas, ou através de alertas
que cheguem, é despoletada a intervenção adequada». Trata-se, diz ainda, de
«intervenções pontuais e de pequena extensão», que visam «assegurar a
conveniente conservação das estradas». Desta forma, esclarece, evita-se uma «maior
degradação» que implicaria «trabalhos mais profundos e com maiores custos financeiros
e elevados transtornos às populações».
Além do concurso referente ao
distrito de Coimbra, a EP lançou, este mês, outros 17 concursos públicos, que
contemplam cada um dos distrito do continente e representam, refere a mesma
fonte, um valor base de 141 mil euros, visando a contratação de trabalhos de requalificação
e manutenção de mais de «14 mil quilómetros que constituem a rede rodoviária
nacional sob sua jurisdição». O preço base do concurso corresponde a um custo médio
de 3.327 euros em conservação/quilómetro/ano, refere a EP, sublinhando uma «redução
de 17% relativamente ao valor actualmente contratado».
Estes contratos incluem os 660 km
de vias que integravam contratos de subconcessão que regressaram, agora, à responsabilidade
da Estradas de Portugal, em resultado das recentes renegociações, envolvendo
diversos eixos rodoviários em todo o território nacional.
Esta contratação da conservação
corrente da rede viária vai permitir a EP, sublinha a empresa, um «maior rigor
na gestão dos recursos, maior capacidade de resposta face às necessidades de
intervenção», ao mesmo tempo que assegura um «controlo permanente dos
resultados, tendo em vista a contínua melhoria da qualidade do serviço
prestado». Um investimento que se insere na política de melhoria e da segurança
da rede nacional rodoviária que a EP tem a seu cargo. DC