CCDRC – Há 200 milhões à espera de serem investidos

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Presidente
da CCDRC desafia investidores a não desaproveitarem financiamentos. Projectos
devem estar no terreno até meados de 2015



São quase 200 milhões de euros que estão disponíveis para quem queira
investir na 
região Centro, revelou Pedro Saraiva, presidente da
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), no âmbito
da sessão de esclarecimento sobre o financiamento da actividade turística, que
decorreu ontem, em Fátima.
Referindo-se a dois instrumentos de financiamento
específicos, direccionados para a 
região Centro, – o fundo ‘Revitalizar’ e ‘Jessica’ – o
responsável salientou que «há razões para não deixar para amanhã investimentos
que se podem fazer hoje», sendo que as candidaturas deverão ser feitas «rapidamente».
«O somatório destas duas iniciativas significa que há quase
200 milhões de euros para aprovar muito rapidamente. Por isso, posso dizer que
há muito e bom dinheiro, em condições interessantes para quem queira aproveitar
e depressa. Estes são mecanismos apoiados em fundos estruturais e a aplicação
concreta deste dinheiro tem de estar concluída no final deste ano ou início do
próximo e tem de estar concretizado no terreno até meados de 2015», disse Pedro
Saraiva, que aproveitou a ocasião para desafiar os presentes a «não
desaproveitarem estes instrumentos». «Não são iniciativas direccionadas para
nenhum sector em particular, mas são concretas e com dimensão financeira que
espero que o sector do turismo saiba aproveitar», sublinhou.
De acordo com Pedro Saraiva, a «resiliência territorial» da
região centro, que lhe tem permitido «conter melhor os embates da crise», por
comparação com outras regiões do País, tem por base a actividade turística, um
sector identificado pela CCDRC como estratégico no plano de acção regional para
2014-2020.
Tido como um dos domínios diferenciadores da região
centro, o turismo é também um sector que precisa de crescer, salientou Pedro
Saraiva.
Instrumentos para
fixar actividades na região
A missão da Entidade Regional de Turismo do Centro para os
próximos cinco anos baseia-se na promoção de uma relação mais próxima com o
tecido empresarial da região centro, referiu Pedro Machado, presidente daquela entidade.
De acordo com o responsável, enquanto as «organizações regionais
de turismo estão associadas à missão da produção, da valorização e da
estruturação do produto turístico», a Turismo do Centro pretende «introduzir
uma nova filosofia », que se prende com o estabelecimento de uma «relação muito
próxima e directa com os empresários».
«São as empresas e os empresários que, na sua praxis diária,
nos ajudam a construir e a desenvolver a região centro. São os empresários que
criam emprego, são os empresários que servem refeições, que criam unidades de
alojamento.
A Turismo Centro de Portugal não tem essa função e como não
a tem deve criar todos os mecanismos para que os seus empresários possam ganhar
melhores instrumentos de apoio à sua actividade e para que possam naturalmente
fixar-se na nossa região», explicou Pedro Machado.