JUSTIÇA – Começa a ser julgado hoje o processo da plantação de cannabis no centro de Penacova

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Um jovem de 23 anos de idade vai começar a ser julgado hoje, assim como outros três arguidos, acusados de tráfico de menor gravidade

O Tribunal de Penacova começa hoje a julgar quatro pessoas
por tráfico de droga, elementos que constituíam uma rede com epicentro na Rua
da Eirinha, bem no centro da vila de Penacova. Trata-se da habitação de um
jovem de 23 anos que, segundo o Ministério 
Público, não só plantava cannabis, como adquiria haxixe para
revenda, assim como outro tipo de drogas.
Dois outros arguidos, um casal, com 27 e 24 anos,
residentes em Sernelha, seriam distribuidores da droga, neste caso vendida à
quarta arguida, de 50 anos, com morada em Friúmes.

O processo iniciou-se com uma operação Stop, a 28 de Dezembro
de 2012, efectuada pela GNR de Penacova, em que, na posse no casal de Sernelha,
nomeadamente a mulher, estavam 3,836 gramas de haxixe, que tinham como destino a
consumidora final, residente em Friúmes.
No âmbito da investigação, os militares identificaram o
jovem da Rua da Eirinha como fornecedor principal, tendo realizado uma busca domiciliária
em que foram encontradas diversas quantidades de haxixe e cocaína, assim como
uma estufa, várias plantas de cannabis e diverso material, não só destinado ao
cultivo, como ao processamento 
posterior da droga e mais de 1.700 euros em dinheiro. Na
residência do casal, também foram encontradas algumas quantidades de haxixe, o
mesmo acontecendo na casa da arguida de Friúmes.
No despacho de acusação, o Ministério Público sustenta que
o casal de Sernelha manteve, «pelo menos ao longo de 2012 (…) a venda e
cedência, a quem os contactava, de produtos estupefacientes», que adquiriam, «designadamente
ao arguido.» morador em Penacova. Este, sendo acusado de ser o principal
fornecedor da rede, «além de cultivar as plantas, produzindo a cannabis, folhas
e sumidades, adquiria para vender, nesta vila e em vários locais, haxixe e
cocaína, e também a pessoas que se deslocavam à sua casa, e pagavam quantias
que variavam e cujo mínimo era de cinco euros», refere a acusação, salientando ainda
que «para esta actividade eram indispensáveis os objectos apreendidos».

Assim, o jovem de Penacova é acusado de um crime de
tráfico de estupefacientes, enquanto os restantes três respondem por tráfico de
menor gravidade.