DERROCADA na EN 110 atinge homem que desobstruía a estrada

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Vítima apanhada pela segunda queda de pedras, ocorrida hora
e meia depois da primeira. Homem encontrava-se a manobrar uma máquina e foi
retirado, com ferimentos, pela GNR por se temer novo desabamento.
Uma derrocada na Estrada
Nacional 110 (EN110), na localidade de Foz do Caneiro, Penacova, provocou
ferimentos num trabalhador ao serviço da Estradas de Portugal (EP). O homem
procedia a trabalhos de limpeza da via, ao quilómetro 11,5, provocados por uma outra
derrocada.
No espaço de hora e meia as
terras caíram duas vezes. O primeiro alerta aos Bombeiros Voluntários de
Penacova foi dado cerca da 1h00, dando conta do deslizamento do talude na zona
de Foz do Caneiro. «Uma das nossas ambulâncias passou por lá e verificou que
eram pedras de grande porte. O que fizemos foi informar a Estradas de Portugal
e a GNR, porque verificámos que não tínhamos capacidade para as tirar», contou
o comandante dos Bombeiros de Penacova, António Simões, relatando que o alerta
para a segunda derrocada, «mais intensa», foi dado hora e meia depois, quando a
via já se encontrava praticamente desobstruída dos materiais da primeira.
Fonte da EP dá conta de um
primeiro e de um segundo deslizamento, este ocorrido «inesperadamente», constituído,
«na sua maior parte por pedras de grandes dimensões». E foi uma destas pedras
que, segundo a EP, atingiu «a máquina que se encontrava no local, provocando
ferimentos no seu manobrador». O comandante António Simões explica que, num
primeiro momento, as informações apontavam para o encarceramento da vítima e
para a possibilidade de estar soterrada, mas mais tarde confirmou-se que não.
Foram, de resto, contou, os elementos da GNR no local que procederam à retirada
do homem de dentro da máquina, por terem verificado que poderia ocorrer nova
derrocada. O homem, de Ceira, Coimbra, foi transportado pelo INEM ao Centro
Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e, segundo fonte hospitalar, teve
alta às 9h00 de ontem. À saída do local do acidente encontrava-se, segundo o
comando, «consciente e orientado».

Carlos Simões é, segundo
apurou o Diário de Coimbra, o proprietário da empresa com a qual a EP tem
contratada a Conservação Corrente da rede sob a sua jurisdição no distrito de
Coimbra, com o objectivo de se proceder à limpeza da via e reposição das
condições de segurança no local.
As pedras caídas são de
grande dimensão e de difícil deslocamento, pelo que a via teve de ser
totalmente interdita ao trânsito. Aliás, algumas das pedras caídas derrubaram a
estrada e o muro de suporte em frente e só pararam já no rio Mondego.
A estrada, segundo a EP; vai
estar interdita à circulação por tempo indeterminado. No local estiveram os
Voluntários de Penacova, Sapadores de Coimbra, GNR, INEM e EP Inspecção dita
data de reabertura Técnicos da EP vão proceder à inspecção do local e
avaliar, com rigor, quais as condições de estabilidade do talude, pelo que só
após a avaliação será possível perceber quando poderá reabrir a estrada e em
que condições.
Até lá, a EN110 vai continuar
fechada, sendo que uma das alternativas será o IP3, em especial para a
população de Foz do Caneiro, que terá de ser deslocar para Penacova para
“apanhar” outras estradas.

Jornalista – Margarida
Alvarinhas