EN110 fechada ao trânsito mais um mês por razões de segurança

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Na
execução da empreitada destinada ao restabelecimento da circulação na EN 110,
cortada ao tráfego desde 15 de janeiro, foi detetado “um ambiente geológico
mais gravoso que o previsto, que comporta riscos adicionais de instabilidade na
sustentação da zona superior do talude”.
Assim,
e ao contrário do inicialmente estimado, será necessário prolongar,
previsivelmente,  por mais 30
dias,
o atual corte de tráfego nesta zona da EN110. Após  esse período, adianta a empresa, será
possível proceder à “abertura da via com circulação alternada, até à conclusão
dos trabalhos o que deverá ocorrer dois meses depois, não se estimando nesta
segunda fase qualquer alteração à estimativa inicial”.
Desta
situação, sublinha a Estradas de Portugal, “foi dada informação à Câmara Municipal
de Penacova
numa
reunião que decorreu na sede da empresa, em Almada”.
 A propósito, o município de Penacova,
considerando que os cidadãos “estão a ser fortemente lesados e as suas reivindicações
têm sido mal atendidas”, sublinha que “urge, todavia, esclarecer de forma clara
as notícias recentes de que a EN110 vai continuar cortada e que o presidente da
câmara havia sido informado ‘atempadamente’”.
Informação tardia
Declinando
essa responsabilidade, a autarquia adianta em nota enviada à comunicação social
que “o presidente do município, Humberto Oliveira, apenas foi informado
[segunda-feira], ao final da manhã, numa
reunião
que ocorreu na sede das Estradas de Portugal, em Almada”. “É, pois,
absolutamente falso que o presidente do município tenha sabido antes que a
estrada vai continuar cortada”, pode ler-se na mesma nota de imprensa.
Nessa
reunião, Humberto Oliveira manifestou a sua “veemente insatisfação, na melhor
defesa dos munícipes que utilizam esta estrada”, e protestou junto das Estradas
de Portugal, “propondo à empresa responsável pela conservação da EN110, que assegure
o transporte às populações afetadas”. | Eduarda
Macário