Portugal está mais pobre. Diz o INE!

0
4

Há dias tivemos notícias sobre números da pobreza em
Portugal divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. E Portugal está
mais pobre!

Infelizmente, os números divulgados pelo
INE não deixam dúvidas e significam que há cada vez mais pobres e os que já tinham
grandes dificuldades vivem hoje com dificuldades ainda maiores. As
desigualdades entre cidadãos são mais acentuadas e, sendo uma das maiores da
Europa já há muito tempo, constata-se que cresceu ainda mais.
Ser idoso ou ter filhos é sinónimo de
passar a viver com dificuldades ou em risco de empobrecimento e estima-se que no
ano de 2060 Portugal tenha menos dois milhões de pessoas do que tem hoje.
Actualmente, são perto de dois
milhões de portugueses que vivem com menos de 410 euros mensais e cerca de um
terço têm dificuldades em fazer face a todas as despesas básicas do dia à dia
como alimentação, água, luz ou gás.
O número de desempregados é
assustador, há agregados familiares inteiros desempregados e são mais de 300
mil portugueses que não tendo emprego, também não têm subsídio de desemprego ou
Rendimento Social de Inserção. Não têm um cêntimo de rendimento para o seu sustento!
Contraditoriamente, de 2012 para
2013, passaram a existir mais 85 milionários com fortunas superiores a 20
milhões de euros e os 870 milionários portugueses aumentaram significativamente
a sua fortuna durante o ano passado, somando agora 75 mil milhões de euros no
seu conjunto.
Com a austeridade, seria normal
partilhar as dificuldades por todos e genericamente que todas as pessoas
ficassem com menos rendimento. Mas não, no nosso País, o que está a acontecer é
que enquanto uns empobrecem outros ficam cada vez mais ricos e outros mesmo
fazem fortunas enormes que antes não tinham.
Este País, que produz milionários ao mesmo
ritmo que produz pobres, é o mesmo País em que sempre que se fala de
austeridade e do equilíbrio das contas públicas, só são notícia os reformados,
os pensionistas e os funcionários públicos.

Originalmente publicada da edição impressa do Diário de Coimbra de 31.03.2014 – não disponível online