INVESTIMENTO no IP3 confirmado mas só com dinheiros privados

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O Plano Estratégico de Transportes e
Infra-estruturas 3+ contempla como projecto prioritário a ligação Coimbra/ Viseu,
como propunha o Grupo de Trabalho das Infraestruturas de Valor Acrescentado, confirmando
que a obra, com um custo estimado de 600 milhões de euros, apenas se poderá
concretizar através de financiamento privado, uma vez que a União Europeia está
a vedar comparticipações aos projectos rodoviários no quadro 2014-2010.
O IP3 representa, mesmo, a esmagadora
maioria do investimento relativo ao sector rodoviário, ou seja, dos 898 milhões
de euros, 600 milhões correspondem ao corredor rodoviário.
Em cima da mesa, está ainda a
possibilidade de a União Europeia poder abrir «uma excepção», a fim de comparticipar
a continuidade do IC6 e IC7, adiantou o presidente da
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro. Pedro Saraiva explicou
que está a decorrer o processo «de negociação», que pode permitir a conclusão de
alternativas rodoviárias há muito reclamadas pelas populações.
Entretanto, a Comunidade Intermunicipal
da Região de Coimbra esteve reunida durante a tarde de ontem e, segundo foi
possível apurar, esta foi um das matérias que esteve em “cima da mesa” e foi
discutida no encontro de autarcas. A CIM Região de Coimbra decidiu, todavia,
tomar uma posição pública e concertada não só sobre o Sistema de Mobilidade do Mondego,
mas sobre todos os projectos que constam do Plano Estratégico de Transportes e
Infra-estruturas 3+ e que estão dentro da área de influência da estrutura
intermunicipal.

Originalmente publicado na edição impressa do Diário de Coimbra de 09.04.2014