RIO MONDEGO – Bombeiros socorreram 13 pessoas na praia fluvial

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Tudo indicava que iria ser uma tarde normal de praia na
freguesia de Torres do Mondego mas, por volta das 17h30 de ontem, as comportas
da barragem da Aguieira abriram-se mais um pouco, o rio Mondego ganhou um maior
caudal e 13 pessoas ficaram presas em bancos de areia, e só a pronta 
intervenção dos Bombeiros Sapadores de Coimbra evitou problemas
maiores.
Ricardo Reis, 20 anos, foi dos que ficou retido entre a
corrente do rio e sentiu-se «apanhado de surpresa pela força da água», mas
afirmou que a «rápida intervenção» dos bombeiros fez com que as pessoas, maioritariamente
estudantes universitários do programa Erasmus que não conhecem o 
sítio, fossem retiradas do local onde se encontravam por
uma corda, com auxílio de três
 mergulhadores.
«As pessoas vieram para este lado e queriam passar para o outro
mas decidiram ficar nesta espécie de ilhota de areia que aqui existe no meio. A
partir das 17h30 a barragem da Aguieira começou a descarregar água e tiveram de
pedir ajuda e muito bem para as retirarmos com segurança do rio.
O socorro dos animais que estavam com o grupo, três cães, foi
mais difícil que o auxílio prestado às pessoas», relatou João Paiva, chefe dos
bombeiros, que estiveram presentes na praia fluvial com duas viaturas.
Uma das estudantes socorridas foi Helena Contador,
universitária espanhola, que explicou, em declarações ao nosso jornal, que o
grupo não soube reagir quando percebeu que o nível da água havia subido, daí
ter pedido ajuda, e criticou o facto de não existir qualquer tipo de indicação
no local relativamente à possibilidade da subida do caudal do rio que, segundo
referiu, se tornou «bravo».
Na perspectiva de João Paiva, falta uma ponte no local que
permita aos utilizadores chegar à praia fluvial de Palheiros e Zorro,
atravessando o rio de forma segura.
Recorde-se que a ponte pedonal foi arrastada nas últimas cheias
e, segundo Paulo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia de Torres do
Mondego, a nova travessia do rio estará concluída «até ao próximo fim-de-semana»
Texto de André Freixo e foto de Luís Carregã

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