DECIF 2014 – Três helibombardeiros e dois aviões contra os incêndios

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Foram ontem apresentados, na Lousã, os meios mobilizados
para prevenção e combate a incêndios florestais neste verão para o distrito de
Coimbra. Quanto a meios aéreos, estão garantidos três helicópteros bombardeiros
ligeiros nos aeródromos de Cernache/ Coimbra, Lousã e Pampilhosa da Serra
durante os três meses de mais calor (julho, agosto e setembro), mas a grande
novidade para a região Centro – em relação ao ano passado – é que será no
aeródromo de Seia (distrito da Guarda) que vão ficar os dois aviões Canadair (bombardeiros
pesados), a curta distância das florestas do Pinhal Interior.
No terreno, o distrito no seu conjunto, durante o
verão, conta com nove equipas (de cinco bombeiros cada) de intervenção
permanente, mais uma que a Guarda, mas menos que os restantes distritos da
região Centro: Aveiro (21), Leiria e Viseu (12) e Castelo Branco (10). Pelo
contrário, os meios de prevenção disponibilizados pela GNR no distrito de
Coimbra (SEPNA) são os que contemplam o segundo maior número de guardas e
veículos disponíveis num só distrito (82/34), só ultrapassados por Vila Real.
Já os meios do Grupo de Intervenção e Socorro (GIPS) ficam a meio da tabela
nacional, com 48 militares e sete viaturas, distribuídos pela Lousã e
Pampilhosa da Serra.
Isto são números do DECIF 2014 (Dispositivo
Especial de Combate a Incêndios Florestais), e referem-se a homens e meios com
grau de prontidão de 24 horas. A este dispositivo somam-se cerca de dois mil
bombeiros 
de 24 corporações existentes no distrito de Coimbra,
fez questão de destacar ontem António Simões, presidente da Federação de
Bombeiros do Distrito de Coimbra. O responsável acredita que “os planos
apresentados para 
prevenção e combate aos fogos nos últimos anos
estão consolidados”, garantindo que “os bombeiros estão preparados”. Todavia, sempre
vai advertindo que “não se pode garantir zero baixas entre os bombeiros porque
estamos a falar de uma atividade de risco”. Carlos Luís Tavares, comandante distrital
de Operações de Socorro de Coimbra (CODIS), destacou o “aumento de eficácia”
que o dispositivo revela em 2014, justificando-o com 
a realização de sete treinos operacionais durante
o ano, envolvendo 384 elementos, na sua maioria bombeiros. 
| António Rosado