AMBIENTE chumba mini-hídrica no rio Mondego

0
2
Declaração de Impacte
Ambiental emitida pela secretaria de Estado do Ambiente é desfavorável ao
projecto de Aproveitamento Hidroeléctrico de Penacova e Poiares


A Declaração de Impacte
Ambiental (DIA) desfavorável emitida pela secretaria de Estado do Ambiente,
datada de 31 de Julho, inviabiliza o projecto de construção da mini-hídrica do
rio Mondego, mais concretamente junto ao lugar de Caneiro, que teria como
finalidade construir um açude naquela zona do rio.
«Ponderando os impactes
positivos e os impactes negativos que se prevêem com a implantação do projecto,
emite-se DIA desfavorável ao projecto do Aproveitamento Hidroeléctrico de
Penacova e Poiares (AHPP)», pode ler-se no documento emitido pelo Ministério do
Ambiente, o qual explica que a decisão foi «fundamentada no teor do parecer
técnico final da Comissão de Avaliação e na respectiva proposta de decisão da Agência
Portuguesa do Ambiente».
O documento revela, todavia, que relativamente aos impactes
negativos previstos com a implantação do projecto, 
«verifica-se que na fase
de construção, de uma maneira geral, são considerados pouco significativos e
minimizáveis com a implementação das medidas de minimização adequadas». No entanto,
acrescenta a DIA, «é na fase de exploração que os impactes negativos são mais
significativos ao nível dos recursos hídricos, ecologia e biodiversidade, e
sócioeconomia».
O projecto de construção
do AHPP iniciou-se em 2010 com a publicitação de um contrato de implementação e
de concessão publicado em Diário da República tendo como concorrente vencedor a
Mota-Engil, denominação alterada, posteriormente, para Hidroeléctrica de
Penacova e Poiares, Lda. (HEPP). Porém, desde essa altura, um movimento de
pessoas constituído para o efeito, entidades e empresas que operam no rio
concertaram esforços para inviabilizar a construção do projecto, emitindo
vários pareceres que alertavam para os impactes ambientais e económicos negativos,
na biodiversidade, na paisagem e no potencial turístico do espelho de água em
causa.

Jornalista Ricardo Busano