PS Coimbra – Tudo a postos para as eleições da Federação Distrital

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A Comissão Organizadora do
Congresso (COC) para a Federação Distrital de 
Coimbra do Partido
Socialista garantiu ontem, através de conferência de imprensa, “a isenção, o
rigor e o cumprimento integral” dos regulamentos no ato eleitoral do próximo
sábado. Maria de Lurdes Castanheira, presidente da comissão, e José Silva,
presidente da mesa da Comissão Política Distrital, lamentaram as críticas que lhes
foram dirigidas.
“É estranho que aqueles que
hoje se assumem como paladinos da transparência não tenham exigido num passado
recente a mesma coisa. Alguns deles foram atores da maior fraude eleitoral nesta
federação”, disse José Silva. O líder da mesa da Comissão Política Distrital afirmou
que o processo eleitoral decorreu “de forma satisfatória”, ao mesmo tempo que
reconheceu que as críticas são “recorrentes” em todos os atos eleitorais.
“Querem passar a ideia de
que o PS em Coimbra é um faroeste e esse tipo de notícias deixam-me
terrivelmente ofendido. Tenho dezenas de anos de militância e por mim nunca
passou nenhuma ficha falsa nem pagamento de quotas. Mas defendo também que
todos os atos irregulares devem ser punidos”, frisou.
A autarca de Góis
reconheceu que “as insinuações e difamações” feitas à sua liderança a deixaram “desgastada
e desencantada”, pois o órgão a que preside está a agir em “pleno cumprimento” das
suas competências.
“Todos os militantes da
COC são pessoas que têm pautado a vida pela correção, honestidade e seriedade
e, como tal, não nos revemos nas críticas que nos são dirigidas”, disse Maria
de Lurdes Castanheira. Sobre o ato eleitoral de amanhã, ele terá lugar entre as
17H00 e as 22H00 nas 88 secções do partido, podendo exercer direito de voto
cerca de 5.500 militantes, de um universo de oito mil. A lista de Pedro Coimbra
apresenta lista em 84 secções e a de Mário Ruivo em 57 secções.
Comunicados
As duas candidaturas
emitiram comunicado, pouco tempo depois da realização desta conferência de
imprensa. O primeiro foi assinado por Pedro Coimbra. O recandidato mostrou-se
esperançado de “que não ocorram quaisquer erros, ainda que sejam pontuais e sem
relevância numérica”, lembrando que os novos estatutos do partido referem que em
cada uma das mesas de voto, estarão um presidente, secretários e delegados de ambas
as candidaturas. Depois, Mário Ruivo reiterou as “ilegalidades gravíssimas” que
põem em causa todo o procedimento eleitoral. A falta de garantia de que os cadernos
eleitorais cumprem os regulamentos e o incumprimento dos prazos de afixação das
listagens e cadernos eleitorais foram algumas das questões levantadas.|
António Alves