BOMBEIROS chamados para dois partos em 12 horas

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Há momentos
«inesquecíveis» na vida de uma corporação de bombeiros e os Voluntários de Penacova
viveram dois, num espaço de menos de 12 horas. Os “responsáveis” são dois bebés
cheios de pressa para nascer, obrigando os pais a pedir ajuda em plena estrada.
O primeiro, ou melhor, a
primeira, foi a Matilde. Os pais, residentes em Seia, vinham na sexta-feira à
noite, cerca das 21h00, no IC6, em direcção à Maternidade Bissaya Barreto, em
Coimbra, quando ela “avisou” a mãe, de 40 anos, que não podia esperar.
O pai parou o carro na zona
de S. Pedro de Alva, ligou ao 112 que, por sua vez, accionou os Voluntários de
Penacova. Três bombeiros “voaram” até ao IC6, mas quando chegaram junto ao
casal, a Matilde tinha acabado e nascer, com a ajuda do pai, que acabou por auxiliar,
sozinho, a mulher no trabalho de parto.
Foram, no entanto, os
bombeiros Fábio Flórido, Frederico Marques e Fábio Antunes que realizaram todos
os procedimentos seguintes, antes da chegada 
de uma equipa médica do INEM,
e que transportaram a mãe e a Matilde, segunda filha do casal, para a
Maternidade Bissaya Barreto, onde se encontram confortáveis.
Mas as emoções não se
ficam por aqui. Ontem de manhã, perto das 8h30, os Bombeiros Voluntários de
Penacova voltaram a ter nova chamada. Mais uma mãe, de 38 anos, em trabalho de
parto adiantado, «com contracções de quatro em quatro minutos», conta António
Simões, comandante da corporação, que precisava de ajuda em pleno IP3, junto ao Bar
21, na zona de Penacova.
Mais dois bombeiros e uma ambulância
a “voarem” até ao casal, residente em S. Martinho da Cortiça, que, a caminho da maternidade
e com a mãe em trabalho de parto, vê avariar-se a viatura onde seguia. Os bombeiros
fizeram o transporte, mas neste caso, o bebé esperou até chegar à maternidade, onde
acabou por nascer.
«São estes momentos
inesquecíveis que dão sentido à vida, preenchem o coração e a alma e fazem
sentir que vale a pena ser Bombeiro Voluntário, que vale a pena ser
profissional na emergência», pode ler-se no site dos Bombeiros Voluntários de
Penacova, onde está contada esta aventura. | Ana Margalho