PEDRO COIMBRA reconduzido na liderança da Federação Distrital do PS

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Num congresso com alguns momentos de tensão entre militantes,
a Lista B, liderada pelo reeleito Pedro Coimbra, venceu todos os órgãos da Federação
Distrital de Coimbra do Partido Socialista (PS).
Para a Comissão Política, com Manuel Machado como primeiro
elemento, a Lista B obteve 312 votos, contra os 141 da Lista A, afecta à
candidatura de Mário Ruivo. A Comissão Organizadora do Congresso (COC)
contabilizou ainda quatro votos brancos.
No que respeita à Comissão Federativa Jurisdicional, 310 delegados
votaram na Lista B, liderada por Tiago Castelo Branco, contra os 142 na Lista A.
Nuno Cardoso ficará à frente da Comissão de Fiscalização Económica e
Financeira, depois da lista que representa conquistar 311 votos e a Lista, 141.
Nos votos para ambos os orgãos, registaram-se ainda quatro votos brancos.
A partir dos resultados alcançados no congresso, e
recorrendo ao método de Hondt, ficam definidos os elementos federativos,
concluindo o processo que conduziu à reeleição de Pedro Coimbra como presidente
do Partido Socialista no distrito de Coimbra.
Os delegados votaram ainda as duas moções de orientação política.
A Lista A – “À esquerda da indiferença” – contabilizou 28 votos, enquanto a
Lista B – “Pelo PS, sempre e com todos” – chegou aos 130.
No discurso de encerramento, o líder reeleito voltou a fazer
a mesma promessa de há 
dois anos: «trabalhar». «Serei o presidente da Federação de
todos, porque quero contribuir para a afirmação do meu partido e do meu país»,
seja com António José Seguro como candidato a primeiro-ministro seja com
António Costa. É público o apoio de Pedro Coimbra ao actual secretário-geral do
Partido Socialista, no entanto, a partir do dia 29, garante estar «ao lado» de
quem sair vitorioso das “Primárias” para derrotar o Governo nas próximas
legislativas.
«Preferia que o nosso PS não estivesse a passar pelo momento
que está a passar», 
adiantou, referindo que «cada um é livre de tomar posição, todas
merecem igual respeito». Aliás, disse, «o nosso adversário não está dentro do
PS».
Pedro Coimbra falou ainda de união. «Por muito que custe a
alguns, foi conseguido», frisou, com a convicção de que a prova está nos «quase
mil votos de diferença», entre a candidatura que liderou e a de Mário Ruivo.
«Tivemos capacidade de unir e  agregar  mais». | Patrícia Isabel Silva