CIM REGIÃO DE COIMBRA com “Plano Mateus” para região atractiva em 2020

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Dar vida a um novo paradigma de
organização económica e social norteou a apresentação, ontem, do “Plano de
Estratégia de Desenvolvimento da Região de Coimbra 2014-2020”, desenvolvido pelo
antigo ministro Augusto Mateus. O docente de Economia assumiu o plano
estratégico como um guião para «a tarefa fundamental de reinventar o
crescimento económico e da qualidade de vida», que encerra grande parte do que
se vai fazer nos próximos sete anos e em que coesão e sustentabilidade não
podem ser meros «slogans mas coisas feitas».

Ao intervir na cerimónia de instalação
do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal, órgão consultivo
da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM RC), acentuou a
«oportunidade de colocar os territórios no centro da estratégia», criando riqueza
no que «somos fortes e não no que somos fracos». Ao desenvolver o princípio da
diferenciação territorial, «num guia preciso mas aberto à transformação »,
Augusto Mateus destacou uma metodologia que 
segue eixos estratégicos, colaboração dos
actores regionais e locais, que observa a massa crítica de meio milhão de
habitantes e a diversidade (populacional, de produtos, de paisagens e de
recursos. Mas também atenta à Educação, que surge a encimar outra oportunidade,
a de «consolidação (…) do sistema científico e tecnológico da região Centro»,
num «desenvolvimento de modelo de especialização inteligente».
Num plano que é «ajustado» ao Programa
Operacional Regional, como diria mais tarde Ana Abrunhosa, presidente da Comissão
de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Augusto Mateus assinalou desafios
estratégicos, que passam pelo «reforço da territorialização das políticas
públicas», por capitalizar a experiências de trabalho em rede das entidades produtoras
de I&D e de instituições que promovem a inovação e a transferência
tecnológica para a indústria. Por outro lado, é necessário travar o agravamento
das desigualdades sociais.
A estratégia que perspectiva uma maior
atractividade da região em 2020, com melhor qualidade de vida, preconiza uma «região
líder na construção de um sistema educativo, científico e tecnológico de
referência nacional, uma região comprometida com a diversidade das identidades e
modos de vida (…) e uma região exemplar na gestão eficiente dos recursos». Na
estratégia, diria ainda o autor do célebre “Plano Mateus” de 1966 (regularização
de dívidas ao Estado), «a região não pode ir a tudo», mas sim «ao que faz
sentido», num «compromisso com a coesão».
Antes da assinatura dos membros do
Conselho Estratégico (ver composição na edição de ontem), Ana Abrunhosa defendeu
igualmente uma «estratégia regional adequada ao território».



Os milhões disponíveis no Portugal 2020
vão atender aos resultados e não à taxa de execução
Ao encerrar a cerimónia de ontem, Manuel Castro Almeida deixou claro que na
programação do Portugal 2020 os fundos e apoios terão como «grande preocupação
os resultados», uma «grande mudança em relação ao quadro anterior», em que se
enfatizou a taxa de execução. Agora, serão «fixados resultados e
contratualizados resultados», afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento
Regional.
A meio do ciclo, advertiu, cerca de mil milhões de euros (metade das verbas
disponíveis para o Centro) «vão mudar de sítio, consoante os resultados» 
| António Manuel Rodrigues