HISTÓRIA – 300 pessoas realizaram os “Caminhos da Batalha do Buçaco”

0
2

Fundação Mata do Buçaco em parceria com as Câmara Municipais da
Mealhada e Penacova e a empresa «Extramotion» realizaram, na noite sexta-feira,
o Passeio Nocturno integrado no projecto «Caminhos da Batalha do Buçaco ». Numa
noite quente de Outono, o evento superou todas as expectativas com cerca de
trezentas inscrições. Nem a distância do percurso, sete quilómetros, nem o
piso, por vezes acidentado, levaram à desistência dos participantes, que
ansiavam pelo convívio final. 
Os participantes viram e sentiram alguns dos momentos que
antecederam o 27 de Setembro de 1810, de preparação de um confronto que
decidiria o enfraquecimento definitivo do invasor francês.
A iniciativa teve início na Cruz Alta com uma introdução à Batalha
e um breve aquecimento físico para a preparação da caminhada. «Comandados» por
um General inglês as «tropas » seguiram caminho pela Serra do Buçaco em
direcção ao Posto de Comando de Wellington. Pelo percurso foi possível ver
alguns quadros cénicos que retratavam episódios da passagem da Batalha naqueles
locais.


Um desses episódios retratava um acampamento de camponeses que,
por essa altura, tinham sido aconselhados pelo General Wellington a abandonar
as suas casas e seguir em direcção a Lisboa. Neste local foi possível perceber a
alimentação escassa da época e até mesmo saboreá-la: ovos e chá de carqueja.
No Posto de Comando, com uma vista estratégica bastante alargada
sob todo o território, Wellington, utilizava também, o Convento de Santa Cruz do
Buçaco para planear os seus ataques. Na chegada ao Posto os participantes tomam
conhecimento da presença do General Wellington que surge de forma dramática e
faz uma breve introdução histórica do momento.

O terceiro ponto de paragem e o mais emblemático foi na ravina
onde foram travados os primeiros confortos da «Batalha do Nevoeiro». Sons
ensurdecedores e luzes intermitentes simulavam este confronto, colocando o
participante no centro desta batalha. Neste local estratégico, para as tropas francesas
e anglo-lusas, fizeram-se muitas baixas em ambas as partes.
O caminho até ao final do percurso aproximava-se e os participantes
tiveram oportunidade para «pisar história», descendo o caminho que as tropas
francesas subiram, percebendo assim a importância da barreira natural que era a
Serra do Buçaco para ajudar as tropas anglo-lusas. Em Santo António do
Cântaro, última paragem, foram recebidos a cavalo pelo General francês Reyneir,
que os acompanhou até ao acampamento onde estavam localizadas as tropas
francesas com fogueiras que permitiram às tropas anglo-lusas identificar a sua
localização.
O passeio terminou em forma de convívio com música, vinho, água,
pão e porco 
no espeto.| Mónica Sofia Lopes