CIÊNCIA VIVA – Investigação desenvolvida na Universidade de Coimbra faz a manchete da Human Brain Mapping

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Investigação
desenvolvida na Universidade de Coimbra faz a manchete da Human Brain Mapping,
revista internacional de Neuroimagem de maior impacto.
Um estudo de imagem cerebral
sobre a ambiguidade da perceção visual, desenvolvido por uma equipa de
investigadores do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) e
do Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem (IBILI) da Universidade
de Coimbra (UC), faz a manchete da edição de outubro da Human Brain Mapping, a
mais prestigiada revista internacional de Neuroimagem. O estudo da ambiguidade da
perceção tem implicações em doenças neuropsiquiátricas como a esquizofrenia e o
autismo e originou pesquisas agora em curso no ICNAS.
A combinação da originalidade do
trabalho com a criatividade artística da exposição gráfica dos resultados
fundamentou a escolha dos editores.
Coordenado pelo neurocientista
Miguel Castelo-Branco, o estudo tem como primeiro autor João Castelhano, e
centrou-se na investigação da forma como «diferentes ritmos cerebrais nos
ajudam a processar informação visual ambígua, recorrendo a técnicas de imagem
multimodal (Eletroencefalografia e Ressonância Magnética funcional). Neste
estudo, descobrimos que pelo menos dois módulos estão envolvidos naquele
processamento, um sediado no córtex visual e outro noutra região do cérebro
associada à dificuldade da decisão, a ínsula anterior».
Dito de forma mais simples,
«conseguimos verificar como o cérebro decide sobre aquilo que é difícil de
observar. Através da utilização em simultâneo de duas técnicas foi possível
associar os ritmos do cérebro a uma determinada função, neste caso à perceção
visual, ou seja, à forma como vemos o mundo», explica Miguel Castelo-Branco.
No futuro, este estudo
enquadrado na neurociência básica, terá «fortes implicações nas doenças
neuropsiquiátricas, especialmente na esquizofrenia e no autismo, onde os
circuitos de perceção visual podem estar fragmentados. Se percebermos como está
alterada a perceção, podemos pensar em mecanismos que restabeleçam a harmonia
do ritmo cerebral» esclarece o investigador da UC.
Cristina Pinto (Assessoria de
Imprensa – Universidade de Coimbra)
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva