CASTANHAS – Quentes, boas e nutritivas

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O
cheiro das castanhas assadas na rua anuncia a chegada do Outono. Judia, Longal,
Martaínha, Aveleira, Boaventura, Colarinha e Bária são nomes de algumas das
variedades de castanha produzidas em Portugal entre Bragança, Vila Real, Viseu,
Guarda e Portalegre.
A castanha, de nome científico Castanea Sativa, é um fruto do Outono com uma composição
nutricional muito próxima da dos cereais. Foi a base da alimentação dos
portugueses até ao século XVIII, quando o milho e as batatas entraram
definitivamente na gastronomia europeia.
A diferença entre as castanhas
e os outros frutos gordos e amiláceos,
também outonais, como nozes,
avelãs e amêndoas, é que as castanhas são menos gordas e, por isso, menos calóricas.
Do
ponto de vista nutricional, a castanha é um alimento energético, rico e
completo, uma vez que contém água, amido (chega a ter duas vezes mais amido do
que a batata!) e outros carboidratos como glicose, frutose, sacarose e fibras,
na sua maioria insolúveis, gordura polinsaturada, proteína (não contêm glúten),
vitaminas A, C e do complexo B e minerais como potássio, fósforo, cálcio, magnésio,
cobre, ferro e manganés.
As
castanhas são habitualmente consumidas assadas, cozidas ou piladas, mas existem
muitas outras utilizações culinárias. Podem servir de acompanhamento ao peixe
ou à carne, usam-se como base de sopas e até são utilizadas para confeccionar
doces.
Sabem sempre bem, mas não há bela sem senão. Como referi, as
castanhas são muito energéticas, sendo seis castanhas equivalentes a um pão. E
quem é que consegue ficar só pela meia dúzia? O melhor é, no dia de assar
castanhas, comer “só” sopa e castanhas. Assim poderá apreciá-las um
pouco mais à vontade.
Ana
Carvalhas – nutricionista

Ciência
na Imprensa Regional – Ciência Viva

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