JUSTIÇA – Jovem condenado por ameaças com arma de fogo

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No Dia de Natal, num bar de Poiares, arguido ameaçou outro jovem e “semeou” o pânico ao empunhar uma pistola. Viu a pena ser suspensa
Com
uma arma carregada no bolso, um jovem de 21 anos, causou grande alarme entre os
clientes de um bar de Penacova, no dia 25 de Dezembro do ano passado, ao
empunhar a pistola, alterada, com intenção de atingir outro jovem, com quem se
desentendeu. Ontem, no Tribunal de Penacova, agora Instância Local da Comarca
de Coimbra, foi condenado, em cúmulo jurídico, a 19 meses de prisão, por detenção
de arma proibida e outro de ameaça agravada, pena suspensa pelo mesmo período,
num regime de prova que exige a obrigatoriedade de o arguido procurar uma
ocupação laboral.
Segundo
a sentença, ficou provado que, no dia 25 de Dezembro de 2013, o ofendido, ao entrar
no referido bar, foi injuriado pelo arguido, «sem qualquer motivo», motivando
um afastamento voluntário do primeiro jovem, o que não evitou que logo fosse
agarrado pelo agora condenado.
As
pessoas que se encontravam nas proximidades separaram os dois, mas, de acordo 
com
a sentença, ficou provado que o arguido tirou a pistola do bolso e puxou a
corrediça duas vezes, colocando o dedo no gatilho, dizendo: «olha que eu dou-te
um tiro que te mato».
Um
amigo do agressor agarrou-o, tentando imobilizá-lo, mas este manteve a arma sempre
empunhada e apontou-a em várias direcções, perante o pânico dos restantes clientes,
que se tentaram afastar do perigo.
O
arguido não chegou a disparar e, a custo, foi colocado fora do bar, onde, ao
aperceber-se da chegada dos militares da GNR, arremessou a arma para uma zona
de ervas, junto ao um passeio, nas imediações do estabelecimento comercial.
Todavia, acabaria por ser detido pela patrulha.
A
arma em questão – uma pistola de alarme, alterada para o calibre 6,35 mm – foi encontrada municiada
com seis munições, uma delas alojada na câmara, tendo também o cão armado, pelo
que bastaria carregar no gatilho para efectuar o disparo.
Em
termos parciais, o jovem desempregado, residente no Entroncamento de Poiares,
foi condenado a 15 meses de prisão pela detenção de arma proibida, e oito
messes por ameaça agravada, resultando no cúmulo jurídico de 19 meses de pena,
suspensa na sua execução por igual período.| José Carlos Salgueiro

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