SEGURANÇA RODOVIÁRIA – Crise não pode desculpar falta de investimento nas estradas

0
2

O
presidente da AFESP – Associação Portuguesa de Sinalização e Segurança Rodoviária
– considera que o estado de conservação da sinalização e das estradas portuguesas
“está insustentável”. Na sessão de abertura das primeiras Jornadas de Sinalização,
Segurança Rodoviária e Dano Corporal, que decorreu esta quinta feira, na
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Nuno Balula
alertou os presentes para o “panorama negro” a que a falta de investimento em
equipamentos técnicos levou nos últimos anos.
“O
que está a ser feito é manifestamente insuficiente e não justifica a época de
crise que, aliás, para nós, portugueses, é crónica”, afirmou o responsável,
reforçando que a “pesada carga fiscal” deveria contribuir para tornar as
infraestruturas mais seguras. Para Nuno Balula, “as estradas portuguesas enfrentam
uma deterioração sem precedentes”, já que a “sinalização de código é impercetível,
contraditória, de má qualidade e mal implantada. “Conservação do parque de
sinalização é uma solução rápida, eficiente, de baixo custo e, por isso,
prioritária!”, concluiu o presidente da AFESP.

Joaquim Murta, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC),
enfatizou a “diminuição drástica” da sinistralidade na última década, em
Portugal, e frisou a importância “deste tipo de iniciativas” na sensibilização da
sociedade civil para uma das maiores causas de mortalidade em todo o mundo.
O
Departamento de Engenharia Civil foi o palco escolhido para receber o encontro,
que contou com uma adesão bastante significativa, e onde esteve, durante todo o
dia de ontem, um simulador de acidentes, em que académicos e curiosos podiam
ter a sensação real de uma colisão a 7km/hora. Refira-se que Miguel Macedo, ministro
da Administração Interna, não pode participar nas jornadas, como estava
inicialmente previsto. | Bernardo Neto Parra 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui