Uma pequena reflexão sobre a actualidade Portuguesa

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Hoje
apetece-me questionar uma das certezas da vida: os impostos.
O meu
Direito Fiscal e Tributário está um pouco enferrujado, mas acredito que a
tradição Bismarkiana ainda é actual, ou seja, e de forma pouco precisa, os
impostos sobre o trabalho têm como contrapartida directa os benefícios sociais.
Mesmo que a actual visão
já não seja precisamente assim, uma coisa é certa, os impostos servem para que
o Estado funcione, isto é, que cumpra as suas funções.
Perante
isto eu pergunto-me: fará sentido pagar impostos hoje em dia?
A
Educação está no estado em que todos sabemos e a Saúde entrou em colapso. Foi
agonizante a entrevista de ontem ao Ministro da Saúde, tal como o são as
constantes medidas reactivas.
Não
está em causa se a função do Estado é prestar directamente os serviços ou
actuar como regulador, o problema está na total falta de estratégia e
profissionalismo. A questão da colocação dos professores mostrou isso mesmo e o
“pico” de gripe confirmou-o. A saúde acaba por me criar ainda mais
receio, pois as pessoas estão a morrer nos corredores dos hospitais.
As
pessoas estão a morrer nos corredores dos hospitais. Isto é a realidade, não é
o “aproveitamento político” de uma “desgraça pessoal e
humana” como ontem alguém sem noção berrou no Parlamento (Teresa Caeiro,
deputada centrista).
Imagino
se ocorresse uma epidemia.
Para
ajudar à festa, os constantes desastres financeiros, mostram também a completa
inépcia do governo para lidar com estas situações, já para não falar na opinião
cada vez mais popular de que a actual geração dos nossos pais já não acredita
que possa vir a receber uma reforma condigna.
Resumindo,
a Educação funciona(?) mal, a Saúde morreu, não existe política financeira e as
pensões estão a desvanecer-se. Pagar impostos? Para quê?

Rui Sancho – Aluno da Licenciatura de Administração Pública e Privada da Universidade de Coimbra