EMPREENDEDORISMO – Câmara inicia processo para ampliar pólo empresarial

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Executivo
vai definir área de alargamento do parque da Alagoa para, posteriormente,
negociar com privados aquisição de terrenos

O
executivo de Penacova vai iniciar o processo de alargamen to do parque
empresarial da Alagoa dado que a elevada procura de empresas para se fixarem
naquele pó lo industrial «justifica o investimento». Actualmente, e após a
escritura de compra e venda de mais dois lotes, à empresa
Fernandes&Henriques, o municípiotem «apenas disponíveis quatro lotes, que
totalizam 5.000 m2», afirma Humberto Oliveira, pelo que é intenção do executivo
arrancar «com o processo de aquisição de terrenos para alargamento da
infraestrutura».
O
presidente da Câmara de Penacova, todavia, adianta que «primeiro é necessário
definir a área a alargar para depois trabalhar no sentido da negociação da
compra de terrenos», processo que poderá demoraralgum tempo e que a autarquia terá
de trabalhar com muita minúcia.
O
autarca explica a decisão na sequência da «crescente procura por parte de
empresas que procuram iniciar actividade ou pretendem expandir-se ou modernizar
as suas instalações com vista a superar as dificuldades que o tecido empresarial
atravessa». Humberto Oliveira frisa ainda que a infraestrutura «tem superado as
expectativas que os mais optimistas poderiam perspectivar», uma vez que, de acordo
com o edil, «foi construído tardiamente, não beneficiando», desta maneira, das acessibilidades
que o servem», nomeadamente o IP3, «nem dos anos economicamente mais vantajosos
para as empresas».
O
líder do executivo penacovense está convencido que o parque da Alagoa «poderá
tornar-se, no futuro, numa referência do tecido empresarial local e regional»,
referindo, porém, que a estrutura «veio dar uma lufada de ar fresco no tecido empresarial
e tem contribuído, em larga escala, para que exista maior possibilidade de
trabalho no concelho de Penacova, combatendo o desemprego e proporcionando,
assim, melhor qualidade de vida para os residentes e para quem se queira fixar
no território».

Humberto
Oliveira sublinha que apesar do atraso na construção do parque, que deveria ter
acontecido «nos finais dos anos 90», para que agora a infraestrutura «tivesse
outra dinâmica e outra competitividade», o executivo está a trabalhar «na
esperança de dentro de alguns anos Penacova possua um tecido empresarial forte
e variado que consiga fixar pessoas no concelho».

A
maior parte das empresas que se encontram fixadas no parque empresarial da
Alagoa são «do concelho de Penacova» e operam em áreas de negócio distintas,
todavia, a unidade que «ocupa o maior lote é de fora do concelho», sinal «bem evidente»
de que a infraestrutura, pela sua localização e acessibilidade, «pode vir a ser
muito competitiviva e diversificada».| Ricardo Busano