CENTRO CULTURAL – Teatro Experimental de Mortágua apresenta a peça “Fábrica de Nada”

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A Companhia de Teatro
Experimental de Mortágua apresenta, dia 01 de março, no auditório Municipal
de Penacova, a partir das 15 horas, a peça “Fábrica de Nada”.
Fábrica do Nada. Aqui nada se
compra, nada se faz, nada se vende, nada se cria, nada se inventa, nada se
fabrica. Nada! Meros pensamentos, ideias, interesses e sugestões… NADA!

Uma fábrica de cinzeiros fecha, e os trabalhadores, não querendo
ficar desempregados, resolvem continuar a trabalhar numa nova produção: nada. À
volta de nada organiza-se tudo, desde a escolha do gerente da fábrica, aos
furtos dos produtos e aos tribunais, a mostrar por que caminhos segue esta história.

Estes operários que preferem fazer nada a nada fazer
inscrevem-se mais na linha do ‘saber ver quando se vê’ do Alberto Caeiro e do
‘fazer não fazendo’ do Lau Tsu, do que no ‘preferia não o fazer’ do Bartleby.
Em lugar da angústia do desaparecimento das coisas e dos seres que a palavra vazia
sugere, o vazio que o patrão deixa ao fechar a fábrica permite o vazio do
espaço côncavo em que tudo pode acontecer precisamente porque está vazio.
Permite a boa projecção do som. E os actores, seguem atentamente o que se vai
passando com as vozes.

“FÁBRICA DO NADA” de Judith Herzberg
Comédia – M/12 – 90 minutos

Preço – 2,5 euros


Elenco
Tony Nobre, São Garcia, José Carlos, Anabela
Jorge, Luís Coelho, Rita Nobre, Cristóvão Fernandes, Patrícia Lobo, Beatriz
Lourenço, Ana Tomás, Gabriela Ferreira
Ficha Técnica
Encenação: Rafaela Santos
Dir. de Cena: António João Lobo
Cenografia: Rafaela Santos
Música: Ana Bento
Luz/Som: António João Lobo
Guarda-Roupa: TEM
Produção: TEM

Breve
Historial do TEM

“O
TEM – Teatro Experimental de Mortágua, foi idealizado e formado por um grupo de
gente jovem da localidade no principio dos anos 70, Março. Com as dificuldades
próprias de uma época “fechada” em termos de cultura (situação
política/censura), o grupo conseguiu mesmo assim uma acção meritória ao pôr de
pé alguns espectáculos que no tempo foram autênticas pedradas no charco e de
que se destacam: “A SAPATEIRA PRODIGIOSA”, “UM PEDIDO DE CASAMENTO”, “A
INVENÇÃO DO AMOR” e “FESTIM DE BALTAZAR”.

Em
1979, e com a reviravolta política que se operou no país com o 25 de Abril de
1974, foi possível estruturar o Grupo, dando-se a sua oficialização com a
escritura pública de 20 de Julho de 1981 e posterior publicação no Diário da
República de 03 de Setembro de 1981 (III Série). 

Para
além da sua longa actividade a promover e divulgar a cultura em geral, com
incidência especial no Teatro, executou 51 produções teatrais (cerca de 800
Espectáculos de Teatro), a maior parte de autores portugueses, que representou
nos pontos mais diversos do País, bem como além fronteiras (França e
Luxemburgo). 

O
TEM assume-se como um grupo inteiramente “AMADOR” dedicando-se em cerca de 75%
à itinerância. Nos termos dos Artºs 2º e 3º do Dec. Lei 460/77, 07-01, por
despacho de 29-12-87 do Primeiro – Ministro Prof. Cavaco Silva e publicação no
Diário da República – II série de 13-01-1988, o TEM conquistou o estatuto de
Associação de Utilidade Pública. 

Em
Abril de 1999, com a peça “SALOMÉ”, foi galardoado com o prémio produção
artística – teatro, no 7º aniversário da revista ANIM’ARTE.

Em
Maio de 2001, ano em que comemorou os 20 anos de actividade ininterrupta,
foi-lhe atribuída a medalha de Ouro de mérito Municipal na área da
Cultura/Teatro.

Em
Março de 2006 foi o vencedor do II Festival Nacional de Teatro de Amadores –
Póvoa de Lanhoso, com a peça “Joana D’Arc” tendo sido galardoado com 4 prémios:
melhores Encenação, Espectáculo, Cenografia e Luminotecnia.

Em
Março de 2010 foi galardoado com o Prémio do Público – Melhor Espectáculo, ao
participar com a peça “O Pecado de João Agonia” no CALE-se 4 – Festival
Internacional de Teatro de Amadores.

Em
Dezembro de 2011 foi galardoado em Proença- a-Nova com o prémio ” O melhor
Guarda-Roupa”, com a peça “O Pecado de João Agonia”. 

Outras
Referências:
Foi
sócio da APTA – Associação Portuguesa de Teatro Amador, tendo feito parte dos
Órgãos Sociais (já extinta).
É
Sócio fundador do Centro Cultural Distrital de Viseu (Teatro Mirita Casimiro),
e faz parte dos Órgãos Sociais.
É
Sócio fundador da ADICES – Associação de Desenvolvimento e Iniciativas
Culturais e Sociais, e faz parte dos Órgãos Sociais.
É
Sócio fundador do Centro de Animação Cultural de Mortágua (Teatro Clube), e faz
parte dos Órgãos Sociais.
É
CCD da Fundação INATEL com o nº. 3173.
Foi
Sócio fundador da ANTA – Associação Nacional de Teatro de Amadores (entretanto
extinta).
É
Sócio fundador da FPTA – Federação Portuguesa de Teatro.