MONTARIA – Friúmes “a postos” para caçada ao javali

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É
a única montaria deste ano na Reserva de Caça da Freguesia de
Friúmes e tem lotação esgotada

Os
preparativos começaram há cerca de três meses e está tudo pronto
para transformar a montaria de amanhã numa caçada de sucesso. Os
ingredientes estão todos reunidos, com 73 caçadores inscritos
(ontem ao princípio da tarde, mas com um limite máximo de 75), uma
“mancha” onde, garantidamente, existem muitos porcos bravos, sem
esquecer as matilhas, duas vindas de Nagozela e uma de Folgosinho,
com cerca de 80 canídeos especialistas em “dar conta” dos
javalis. Só falta mesmo “testar” a pontaria e levar a bom termo
a caçada, a realizar amanhã, na zona de Friúmes, Penacova.
Em
causa está uma iniciativa promovida pela Reserva de Caça da
Freguesia de Friúmes, que tradicionalmente organiza, todos os anos,
uma caçada. Pelo menos é esse o registo em vigor, explica Gabriel
Dias, tesoureiro da reserva e especialista em preparar a “mancha”
(zona de caça) desde o violento incêndio que, há quatro anos,
dizimou grande parte do perímetro florestal da reserva de caça.
Antes, recorda, «fazíamos duas ou três montarias por ano, mas
desde o incêndio só fazemos uma».
Provenientes
dos mais diversos locais do país, mas com uma incidência particular
na região Centro, os caçadores têm encontro marcado para amanhã,
às 8h00, na Quinta da Nora, onde se procedem às inscrições e ao
sorteio das portas. Para as 10h00 está marcado o “taco”, um
pequeno almoço reforçado, onde há desde as tradicionais sandes, às
carnes frias, bifanas, canja de galinha ou arroz de miúdos. Com o
estômago confortado, os caçadores partem para a mancha, por volta
das 11h00, dando início à caçada, que se prolonga até cerca das
14h00/15h00.
No
ano passado, recorda Gabriel Dias, «foram abatidos quatro javalis»,
número que cria alguma
expectativa
relativamente aos resultados deste ano. «Animais há», garante
aquele responsável, que há cerca de três meses anda «a preparar a
mancha», monitorizando a presença dos animais, «colocando um
bocado de milho aqui e ali», de forma a «tentar puxar os javalis »
e mantê-los o mais possível na zona onde se vai realizar a caçada.
Terminada
a montaria, é tempo de regressar à Quinta da Nora, onde é servido
o almoço. A organização apostou, este ano, num apetitoso leitão
assado, habitualmente bastante apreciado pelos homens da caça.
Significa que, a montante e a jusante, está tudo a “postos” para
uma boa jornada de caça, que Gabriel Dias espera tenha sucesso, com
muitos javalis abatidos e, sobretudo, «sem quaisquer acidentes».

Texto de Manuela Ventura