VIDA POLÍTICA – PS critica suspensão de Maurício Marques

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A concelhia do Partido Socialista (PS)
de Penacova criticou o deputado e presidente da distrital de Coimbra do PSD,
Maurício Marques, por ter suspendido pela segunda vez o seu mandato na
Assembleia Municipal, revelando “falta de humildade democrática”.
Maurício Marques fez um pedido de
suspensão de mandato, “por um período de 12 meses, na Assembleia Municipal”,
não tendo apresentado “qualquer justificação como a lei o determina”, para além
de, em 2009, também ter renunciado ao seu mandato “mesmo antes da tomada de
posse”, frisou o PS de Penacova, em comunicado.
Esta ação por parte do deputado do PSD
revela “uma gritante falta de humildade democrática, ao não ter assumido o
cargo para o qual tinha sido eleito”, afirmou o PS, sublinhando que “a população
entendeu não o eleger presidente do órgão, como era sua pretensão”, não tendo
Maurício Marques tido “a humildade de aceitar” a decisão.
Segundo o comunicado, o também líder
distrital do PSD, no atual mandato iniciado em 2013, apenas “compareceu a duas
sessões da Assembleia Municipal, tendo inclusivamente, em ambos os momentos,
abandonando os trabalhos quando a sessão não ia sequer a meio”.
A concelhia socialista frisou que a
atitude do deputado mostra “total e profunda desconsideração” e um “enorme
desrespeito” pelo órgão autárquico para o qual foi eleito, bem como “pelas
pessoas que nele decidiram votar”.
Deputado
do PSD suspende para não faltar
Contactado pela agência Lusa, Maurício
Marques afirmou que teve de suspender o mandato na Assembleia Municipal devido
às actividades que tem enquanto deputado na Assembleia da República e
presidente da distrital social-democrata de Coimbra, que o impedem de ir àquele
órgão municipal. “Para não estar sempre a faltar, pedi a suspensão de mandato”,
referiu.
O deputado do PSD rejeitou ainda as
críticas do PS, considerando que há por parte dos socialistas “arrogância democrática”,
recusando a ideia de que esteja a desrespeitar a população de Penacova.
“O ambiente que se vive hoje na
Assembleia Municipal é de uma falta de cultura democrática que não é condizente
com os meus valores”, realçou ainda, considerando que naquele órgão foi criado
um “ambiente de crispação”, apesar de não ter sido essa situação que o levou a
suspender o mandato.



Fonte www.asbeiras.pt/