PATRIMÓNIO – Câmara municipal está “de olho” no Lorvão

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“Queremos que este seja o ano zero do
futuro do Lorvão. E não é só o Município de Penacova que deve assumir a
responsabilidade de promover a riqueza desta região e, em particular, do
mosteiro”, alertou, esta terça-feira, Humberto Oliveira. Na apresentação das
comemorações dos 300 anos da transladação das Santas Rainhas Sancha e Teresa, o
autarca deixou o lançamento do programa “a cargo dos mais entendidos” e centrou
a sua intervenção no processo de alavancamento do Lorvão, um dos “marcos” do concelho.
De acordo com o presidente da Câmara
Municipal de Penacova, o projecto de regeneração urbana deste espaço está entre
as prioridades do executivo que, por agora, parece estar de “pés e mãos
atados”. “Como, quando e onde não sei. Se dependesse só de nós estes trabalhos
estariam prontos o mais rápido possível mas, infelizmente, dependemos dos
fundos comunitários”, explicou Humberto Oliveira, revelando que, “do que se vai
falando pelos corredores”, a regulamentação obriga a que os fundos europeus sejam
aplicados apenas em sedes de concelho.
“Pressão
política” pode acelerar o processo
Visivelmente empenhado em concretizar a
recuperação da zona histórica do Lorvão, o líder camarário lembrou que “nem só
as sedes do concelho merecem atenção”, daí que seja importante exercer “pressão
política” para que, como é desejo da autarquia, os trabalhos possam arrancar já
em 2016.
No Mosteiro do Lorvão, o presidente da
Câmara de Penacova não deixou de frisar que a responsabilidade de cuidar do
espaço público pertence, exclusivamente, ao município, entidade que deve
assumir “o papel de líder e motor” do projeto. “Este programa comemorativo pode
muito bem ser o click que o Lorvão necessita”, adiantou 
Humberto Oliveira não deixando de
lembrar as responsabilidades do Ministério da Saúde, Ministério das Finanças,
Secretaria de Estado da Cultura, Diocese de Coimbra e CCDRC no projeto comum de
desenvolvimento do Lorvão.