Os Desequilíbrios…

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Na
vida atual, deparamo-nos com muitas circunstâncias adversas. Por
isso são numerosas as causas do bloqueamento nervoso. Todavia, este
não é fatal nem irreversível, se considerarmos que o dom da vida
recebido à nascença nunca é acompanhado de total garantia de
felicidade plena, porque obviamente viver é lutar, aceitar e
compreender a luta, colocando-nos assim nas melhores condições
possíveis de triunfo.
Sabemos
que quando cometemos uma falta, há no fundo de nós alguma
coisa que sofre, está ferida e contrariada. Foi certamente por não
termos vivido ao nível do ideal, inscrito dentro de nós mesmos.
Cada violação da nossa consciência produz um protesto íntimo,
mobilizando as nossas energias nervosas e enfraquecendo os nossos
nervos.
As
mais nobres e elementares noções que existem em nós são
constantemente ofendidas pelas realidades da vida. Habituamo-nos à
deformação, ao egoísmo, à injustiça, à mentira em nós, depois
nos outros, sem efetivamente deixar de sofrer. A nossa consciência
fica vigilante e um conflito destruidor realiza lentamente os
estragos.
É
por causa deste contraste flagrante, entre o que fazemos e o que
deveríamos fazer, entre o que somos e o que deveríamos ser, que
sofremos enquanto seres humanos. É justamente por isso que fazemos o
que podemos para esquecer o evidente, o certo, os imperativos
provenientes da nossa consciência.
Na
realidade, o que nos falta muitas vezes e por isso ficamos nervosos e
doentes, é o contacto com outrem, a faculdade de compreender a
mentalidade e aceitar a presença de pessoas diferentes; sobretudo é
a certeza que há um Deus que vela por todos nós, que quer o nosso
bem e que tira esse bem de tudo quanto nos acontece, até no domínio
das coisas desagradáveis.
Acredito
que qualquer um de nós tem desequilíbrios nervosos e nada melhor
para os combater do que cada pessoa munir-se dos talentos e
possibilidades individuais, escutando e pondo em prática os
conselhos e ordens emanados da sua consciência individual e
reestabelecer o contacto com os outros e com Deus, nunca esquecendo
que como dizia o meu querido amigo Padre Dinis: “A Vida é Bela!”

Rosário Pimentel, assistente social