CENTRO 2020 é “programa para empresas” e competitividade

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Apresentação Ana Abrunhosa apresentou
programa operacional regional em Coimbra, no dia em que foram disponibilizados
250 milhões de euros para projectos de coesão e desenvolvimento no Centro.

O Portugal 2020 abriu
ontem candidaturas no âmbito dos Pactos para o Desenvolvimento e Coesão
Territorial, envolvendo as Comissões de Coordenação (CCDR) do país e que, no
que diz respeita à região Centro, disponibilizam 250 milhões de euros, aos
quais se poderão candidatar (até 7 de Maio) projectos liderados pelas Comunidades
Intermunicipais (CIM) da região.
O facto de os projectos
deixarem de ser liderados por autarquias, a nível individual, e passarem a ser
fruto de uma parceria, envolvendo e beneficiando vários municípios, no âmbito
das CIM, é uma das grandes novidades do Centro 2020, que ontem foi apresentado em
Coimbra pela presidente da CCDRC.
Ana Abrunhosa diz que se trata
«de um programa para empresas e para todas as actividades que contribuam para a
sua competitividade». A prova é que, enquanto no Portugal 2020, 24% da verba
disponível é destinada a promover a competitividade das pequenas e médias
empresas, no Centro 2020 a percentagem é de 40% (818 milhões de euros).
Aos municípios e às CIM cabe
«um papel proactivo, de acompanhamento e de provocação dos operadores», frisou João
Ataíde, presidente da CIM-Região de Coimbra, mostrando-se «crente» no
cumprimento dos objectivos.
Dividido em 10 eixos
prioritários, correspondendo a um total de 2.155 milhões de euros, o Centro
2020 tem algumas novidades em relação ao seu antecessor. Falando no auditório da
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que
encheu por completo, Ana Abrunhosa deteve-se mais no Eixo 1, relativo à
Investigação, Desenvolvimento e Inovação (169 milhões de euros) que, pela
primeira vez, apoia a participação de universidades e centros de investigação
em projectos de financiamento pela União Europeia, para além de ter como uma
das maiores prioridades a criação de incentivos para a transferência de
tecnologia para as empresas e de apoiar consórcios entre empresas e universidades,
«obrigando-as a trabalhar em conjunto». «É um abraço fundamental para alterar o
modo de trabalho das empresas, para serem mais competitivas. Estamos convictos que
é o caminho», disse.
Aumentar o número de
doutorados para reforço da investigação, do desenvolvimento tecnológico e da
inovação, apoiar ideias de negócio, com vista à redução da taxa de desemprego jovem
na região, contribuir para a internacionalização das empresas e promover e
dinamizar a empregabilidade, ou promover a eficiência energética e utilização
das energias renováveis são outros objectivos do Centro 2020. Todas as
informações sobre o programa estão disponíveis em www.centro.portugal2020.pt.
Grupos de Acção Local passam a partilhar com CIM gestão
de projectos
Outra das
novidades do Centro 2020 é o facto de, no que respeita ao Eixo 4 (Promover e
Dinamizar a Empregabilidade) e ao Eixo 5 (Fortalecer a Coesão Social e
Territorial) haver projectos que passam a ser geridos pelos Grupos de Acção
Local (GAL) mas também pelas CIM. De acordo com Ana Abrunhosa, mantêm-se nos
GAL os projectos até 100 mil euros, mas são agora as CIM que gerem os projectos
entre os 100 e os 250 mil euros. Isto sem que, continuou a responsável, não deixe
de ser «recomendável » que haja cooperação entre ambas.

Texto Ana Margalho e foto de CCDRC