CONFRARIA DA LAMPREIA realiza capítulo no Mosteiro do Lorvão

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É o 12.º capítulo, mas o primeiro que a Confraria da Lampreia realiza no Mosteiro de Santa Maria do Lorvão
Um desígnio possível este ano e que permite à
confraria dar ênfase aos seus propósitos que, além da «defesa e
da promoção da lampreia, contempla a defesa e promoção dos doces
conventuais», afirma Fernando Lopes, mordomo da confraria,
esclarecendo que o carácter emblemático do Mosteiro do Lorvão vem
precisamente desta componente da doçaria, pois foi ali que tiveram
origem os pastéis de Lorvão, as queijadinhas e as nevadas, que
«também constituem a nossa bandeira»

Mas antes de chegar ao
Lorvão, os confrades da Confraria da Lampreia e os representantes
das três dezenas de confrarias convidadas, são recebidos na sede do
concelho, em Penacova. As boas-vindas estão marcadas para as 9h30,
na Câ- mara Municipal, seguindo-se o pequeno almoço volante. Às
11h00 realiza-se o desfile das confrarias, da Igreja de Nossa Senhora
da Esperança para a Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Lorvão,
onde decorrem os restantes momentos deste 12.º aniversário.

O primeiro, certamente o
mais emblemático de todos o capítulo, é o da entronização de
novos confrades. De acordo com Fernando Lopes, são três os novos
membros que vão integrar a família confrádica, entre os quais está
uma empresa. Uma situação menos vulgar, que o mordomo explica,
tendo em conta o projecto de criação de um folhado de lampreia,
protagonizado pela empresa Frisalgados, de Tábua, que pediu o
“agrement” da Confraria da Lampreia. «Provámos e aprovámos»,
diz Fernando Lopes, garantindo que este é um dos petiscos que vai
ser apreciado ao almoço, onde o prato forte, como não podia deixar
de ser, é o arroz de lampreia.

O almoço que vai ser
servido no espaço que era ocupado pela enfermaria do antigo Hospital
Psiquiátrico do Lorvão. Antes do almoço, no cadeiral do Mosteiro,
assiste-se a um espetáculo de ópera, pelo Coral Divo Canto e
Fernando Lopes não vai deixar passar o momento sem alertar, mais uma
vez para a necessidade de «melhorar o leito do rio Mondego», de
forma a assegurar a livre circulação da lampreia e de outras
espécies migratórias. «A escada de peixe – no açude ponte, em
Coimbra – já ajudou muito, mas ainda falta resolver questões a
montante e a jusante», considera o mordomo da Confraria da Lampreia
de Penacova.