Penacova – A Linda….

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Quem
visita o concelho de Penacova apercebe – se das suas muitas
preciosidades, desde logo as suas extraordinárias paisagens de
beleza ímpar, a sua gastronomia, a arte e a cultura numa preciosa
joia que é o Mosteiro de Lorvão, entre outras riquezas endógenas
que tornam Penacova, uma pérola de beleza “onde corre o Mondego
apertado entre encostas íngremes e rochosas”. 

Torna-se
irrefragável que no volver dos anos o concelho de Penacova potencia
o seu desenvolvimento com momentos de intensa atividade, aproveitando
a sua localização de excelência para promover o turismo.
Naturalmente
que quem visitou o concelho de Penacova este fim-de-semana, teve uma
panóplia de sugestões para aproveitar bem o tempo…. Ao nível do
desporto com a 1ª Edição do Open Karate Penacova no Pavilhão
Municipal de Penacova Aniceto Simões e no âmbito da cultura e
gastronomia, com o XII Capítulo da Confraria da Lampreia de
Penacova.
Como
confreira da Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil e
Penacovense, participei no Capítulo da Confraria da Lampreia de
Penacova, onde mais uma vez assisti a um evento de excelência, muito
bem organizado onde foi observável uma dinâmica e parceria entre as
pessoas e instituições envolvidas com o objetivo amplamente
conseguido da defesa e promoção da gastronomia tradicional do
concelho de Penacova, com destaque para o Arroz de Lampreia à Moda
de Penacova e a doçaria conventual de Lorvão.
Salienta-se
que este Capítulo aliou cultura e gastronomia de uma forma única e
sublime. Desde logo com a receção no Salão Nobre do Município, o
Espumante de honra na Pérgola Raúl Lino onde degustar as
especialidades do concelho perante a beleza da paisagem circundante é
magnífico. Depois partiu-se com destino à freguesia de Lorvão onde
ocorreu o desfile das várias confrarias ali presentes desde o
Recinto da Feira até ao mosteiro de Santa Maria de Lorvão. Nos
Claustros do Mosteiro, recinto acolhedor e harmonioso assistiu-se à
cerimónia de entronização dos novos confrades. De seguida,
voltámos para a igreja do Mosteiro para o sarau cultural com a ópera
“ Orfeu&Eurídice de Christoph Willibald Gluck pelo Coral
Divino Canto que foi um momento de simbiose perfeita entre a música
e o teatro, num ambiente propício à imaginação e às emoções.
E
porque um Capítulo da Lampreia de Penacova não se faz sem as
especialidades que fazem da “ mesa” um verdadeiro prazer, fomos
convidados a degustar o especial arroz de lampreia e os doces
conventuais. Destaco como sempre o acolhimento, a amabilidade e a
empatia com que os confrades nos presentearam, tornando este evento
num dia especial.
Termino
como comecei e rendida às belezas e encantos da minha terra, cito
Oliveira Cabral, na sua homenagem a Penacova: 


É
Penacova, a linda, uma eleita de Deus:
Parece
vista ao longe, um presépio, um altar
Mais
branda, a luz do sol cai doce lá dos céus
E
cerca-a de ternura, e meiga a vem beijar.
Montanhas
a envolvê-la…o Mondego a abraçá-la…
Como
é garrida ao vir a Primavera em flor!
Quem
uma vez a vê, fica sempre a admirá-la,
Que
Penacova, a linda, atrai o nosso amor.
É
Penacova um sonho, uma tela formosa!
O
ar é levezinho, a brisa mal murmura.
Nesta
serenidade, a vida é mais ditosa,
Repousa
o coração e goza paz, ventura.
Parece,
vista ao longe, um presépio, um altar!
Mais
branda, a luz do sol cai doce lá dos céus
E
cerca-a de ternura, e meiga a vem beijar,
Que
Penacova, a linda, é uma eleita de Deus.”



Rosário Pimentel, penacovense e confreira da Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil e penacovense